FARPAS DO TEMPO
- Pedro Luso de Carvalho
O velho saiu à rua
rua ladeada por prédios,
na misteriosa manhã
manhã sem som e sem eco.
O relógio na fachada
enorme e sem os ponteiros,
diante do velho assustado
sem saber para onde ir.
O homem na frente do velho
ao ser tocado virou-se,
era um homem sem rosto
que se esfacelou no chão.
Depois viu o carro fúnebre
caixão que se abriu na queda,
o velho viu assombrado
ali era ele o defunto.
Num gesto brusco acordou
depois abriu a janela,
e deixou o sol entrar
naquela manhã dourada.
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NOTA:
Escrevi este poema inspirado no filme sueco
“Morangos Silvestres” de 1957, dirigido por
Ingmar Bergman, na cena inicial do filme,
em que o velho médico tem um terrível
pesadelo.
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Grande mestre Pedro, a isto que chamamos de um sonho medonho, que faz pular da cama suado e assustado. O filme deve ser bem interessante que tanto lhe inspirou o poema com suspense.
ResponderExcluirGostei de ver esta imagem do relogio sem ponteiros.
Abraços e feliz fim de semana para vocês.
Me gusto tu poema. Solo era una pesadilla. . Te mando un beso
ResponderExcluirTudo envolve nossos passos silenciosos enquanto a cidade ainda hesita em acordar. O tempo passa e ninguém nos conta.
ResponderExcluirNova Tirinha Publicada. 😼
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.
Um sonho angustiante desencadeia um medo intenso e faz a pessoa acordar sobressaltada, geralmente com o coração acelerado. Viver significa não saber como controlar absolutamente nada.
ResponderExcluirSaúde a você — Drª. Jéssica Mayra
Poema lindo e ,como diz o Toninho, o filme deve ser forte e de assustar!
ResponderExcluirBela poesia e inspiração!abraços, ótimo fds! chica
Quizás habré visto la película pero no la recuerdo.
ResponderExcluirSobre la poesía creo que nunca pensé que una pesadilla pudiera dar paso a un bello poema.
Saludos.
A volte un sogno angosciante, ci fa riflettere sul benessere della nostra giornata.
ResponderExcluirUn caro saluto Pedro