AINDA HÁ ESPERANÇA
- Pedro Luso de Carvalho
Diante do jarro de barro
presa à curiosidade,
Pandora destampa o jarro
e escapam todos os males.
Todos os males saíram
só a esperança ficou,
presa no fundo do Jarro
para o bem ou para o mal.
O rancor e a crueldade
escolhem as suas vítimas,
ferem o corpo e a alma:
desgraça e sofrimento.
Resta esperança no Jarro
que Afrodite não soltou,
esperança salvadora
ou esperança que engana.
Saiu do Jarro a esperança
que espantou todos os males,
pois falsa ela não era,
alívio para o mundo.
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NOTA:
No século XVI Erasmo de Rotterdam traduziu erroneamente
o poema de Hesíodo, o Jarro de Pandora, como se fosse
Caixa de Pandora.
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Pedro Luso de Carvalho