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22 de nov. de 2015

[Crônica] FAÇA O QUE EU DIGO – Pedro Luso de Carvalho

 




    FAÇA O QUE EU DIGO

              - Pedro Luso de Carvalho



Todos certamente conhecem alguém que está sempre à nossa disposição para dar seus conselhos, pouco se importando se o pedem ou se alguém têm a intenção de recebê-los. Essas pessoas, que têm um gosto especial pelas suas próprias opiniões, iniciam as suas sessões de aconselhamentos logo que ouvem uma simples queixa de alguém que está próximo. Essa queixa pode ser o sinal para um rosário de conselhos.

O pior é que nem todas as pessoas que caiem na rede dos conselheiros estão preparadas para esse tipo de enfrentamento. Daí a dificuldade que tem para livrar-se dessas pessoas opiniáticas e intrometidas.

Faz-se necessário, pois, que estejam preparados para resolverem problemas criados por essas pessoas inconvenientes, que estão sempre prontas para o seu assédio, com o fito de interferir em vidas alheias. Essa situação é agravada pelo fato de que os conselheiros acreditam que todos os escutam atentamente, e as suas recomendações serão observadas.

À primeira vista, o incômodo que os conselheiros causam pode parecer de pouca importância, e que com paciência livram-se deles. Ledo engano. Pode-se ouvir tudo o que dizem, mas não que suas opiniões emitidas serão aceitas por quem as ouve.

Mas, parar de falar, os conselheiros não param. Na realidade, eles somente param depois de dizerem tudo o que pensam ser valioso para os seus ouvintes. Estes, no entanto, pagam o preço por serem educados, embora já carentes de paciência. Pior ainda, os aconselhados sentem-se em desespero por não encontrarem nenhum meio eficaz para administrar essa situação, e, então, são tomados de incontrolável fúria, que só não transparecerá graças ao seu esforço mental.

Depois dos esforços para suportar a fala dos conselheiros, vem o aborrecimento das suas vítimas. Por isso, é necessário o uso de todos os meios possíveis para que parem com seus conselhos. E como medida preventiva, evita-se esses assédios com lembretes para isso, com os nomes deles (mentores) num pequeno caderno ou no celular, que fique ao seu alcance, para que possam identificá-los; o passo seguinte será a fuga do aconselhado (vítima) do local em que se encontra o conselheiro.

Essa medida preventiva, contra a ação desses conselheiros não pode ficar restrita ao caderno ou no celular, nos quais constam os seus nomes (conselheiros), já que outros tantos, que ainda não são conhecidos, andam por aí, sôfregos, à procura de alguém para dar a suas sábias orientações de vida, para dizerem o que os aconselhados devem fazer, nesta ou naquela situação.

E, pobre de quem tentar convencer os conselheiros de que devem deixar que cada um resolva os seus problemas, nos limites de suas possibilidades. Premidos pela incontrolável compulsão de falar, saem às tontas em busca de alguém para dar os seus sábios conselhos.

Diga-se, que os conselheiros fazem costumeiramente uma exposição de motivos ao aconselhado, visando sempre orientá-lo para que tenha uma vida melhor, segundo pensam esses mentores. Depois dizem à sua vítima abordada, que ela deve saber ouvir os seus bons conselhos, que visam o seu bem. E sempre que encerram a conversa, dizem à infeliz vítima, que os ouve:

Faça o que eu digo.



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26 comentários:

  1. Pedro:
    Ante estos consejeros comedidos, lo mejor es poner nuestra mente en blanco -o soñando con estar en una isla del Pacífco- y dejar que hable y hable.
    Su discurso será solo un ruido, sin sentido. Cada tanto, diremos "si" con nuestra cabeza y rara vez, "no". Observaremos sus gestos y los copiaremos.
    Le diremos muchas gracias y nos iremos pensando: si te he visto, no me acuerdo.
    Un abrazo.

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  2. Pedro, que boa crônica! Vivemos a fugir desses conselheiros, e outros sempre acabam aparecendo. Não entendem que suas palavras incomodam e nenhuma utilidade nos trazem. Se olhassem para suas próprias vidas!!!!!!!! Abraço.

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  3. Hay que saber sacar provecho de los buenos consejos y desechar los malos, recuerdo que mi abuelo decía: El que no escucha consejo, no llega a viejo.

    Abrazos.

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    1. Rafael, quando seu avô dizia: "El que no escucha consejo, no llega a viejo" ((Aquele que não escuta conselho, não chega a velhice), estava com a razão.
      Entendo ser importante o conselho deste que este seja pedido.
      Mas há pessoas que se intrometem em nossas vidas, e dão conselhos que não pedimos, e, pior ainda, acham que devemos segui-los.
      Essas pessoas intrometidas são desagradáveis.
      Abraço.

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  4. Caro Pedro: Entendi bem os seus sentimentos com relação a esses intrometidos, tenho horror de enfrentá-los, o pior é quando eles vêm por telefone, coloco o aparelho sobre a mesa e deixo a mesa ouvindo a conversa, principalmente quando é uma amiga que tenho que sofre de "toque", e dá conselhos loucos, kkkk.
    Seu ótimo texto fez-me rir e também saber que não só eu tenho esse tipo de pessoas na vida, o jeito é correr deles!
    grande abraço, Léah.

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  5. Creo que tienes mucha razón en tu escrito. No se deben de dar consejos salvo en el caso de que te pidan una opinión.

    Un abrazo.

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  6. Oi Pedro,
    Uma vez, já cansada de ser abordada por uma conselheira, estava no portão, pedi que ela entrasse, tranquei o portão, sentamos nas cadeiras da minha grande área e ela foi conversando e eu e daí? e daí,sem beber nem água.kkk Eram 14h e saiu às 18 horas. Nunca mais passou na minha rua.
    Para tudo arrumamos um jeito.

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  7. Boa noite, Pedro, estou passando rapidamente para convidá-lo a visitar o meu blog. Obrigada! Abraço!

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  8. Esses são os chatos de plantão e deles procuro distância, já que aconselham sem saber se queremos certas opiniões. São obsessivos em aconselhar, como se neles morasse a fonte da sabedoria. Como sabes, sou meio 'esquentada' com gente que tenta me empurrar goela abaixo seu ponto de vista. Antes de tudo é uma falta de respeito. O dia em que eu precisar de algum conselho, vou à pessoa certa, no momento em que eu escolher. Mas não tentem me ajudar com conselhos sem eu pedir!
    Adoro esse tipo de tema que escolheste.
    Beijinho - aqui do gabinete do lado...

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  9. Em Portugal existe um adágio "Escuta frei Tomás: faz o que ele diz, mas não faças o que ele faz".

    Tudo de bom

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  10. Si no fuera tan auténtico lo que dices, resultaría hasta cómico. Porque “el consejero justiciero” es en sí mismo una raza, como el burócrata indolente. Viajes a donde viajes, lo encontrarás presto a poner a prueba tu paciencia.
    Te dejo porque veo acercarse a uno terrorífico….

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  11. Bom dia! Ao iniciar a leitura, confesso que sorri ao recordar alguns conselheiros que já cruzaram o meu caminho. Acho que é importante também ficarmos atentos para não nos tornar um desses.
    Obrigada por sua visita,
    Sônia.

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  12. Ma sequência do comentário da minha amiga São aqui vai outro provérbio relacionado com o texto " Se os conselhos fossem bons ninguém os dava, mas vendiam-nos"
    Um abraço amigo Pedro e continuação de uma boa semana.

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  13. Olá Pedro,

    Você descreveu com propriedade os sentimentos que nos despertam tais aconselhadores compulsivos. Tive que rir.
    Penso que conselhos somente devem ser dados quando solicitados, mesmo assim com muita cautela, pois o que parece certo e conveniente para uma pessoa pode não ser para outra. Não gosto quando alguém se mete a me dar conselhos, julgando-se o experiente sabe tudo. Costumo tentar esconder minha irritação com cara de paisagem ou, então, fjnjo que estou atenta, mas levo meu pensamento para outro lugar-rsrs.
    Conselhos somente serão bem vindos quando partirem de pessoas que nos amam verdadeiramente, mesmo assim serão seguidos, ou não, conforme a escolha de cada um.

    Adorei a crônica, que me proporcionou uma leitura bem agradável.

    Abraço.

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  14. Si Pedro, tienes razón, siempre hay persoas que no son capaces de componer su vida y pretenden arreglar la ajena.
    ¡Uno tiene la obligación se ser uno mismo! Y nunca hacer lo que otro pretenda. Si te equivocas, de eso también se aprende, si te caes te vuelves a levantar y sigues a delante, no hemos de ser manejados por nadie, sino que actuaremos libremente para bien o para mal, de todo sacaremos algo positivo.

    Ha sido un inmenso placer pasearme por tu letras, me encantan.
    Te dejo mi gratitud por tu buen hacer y por tu cercanía.

    Un abrazo y mi estima.
    Se muy feliz.

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  15. Realmente, Padro, pessoas sem desconfiômetro, são uma chatice.
    Abraços!

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  16. Bom dia Pedro
    É sempre um prazer ler a tua crônica onde descreve com propriedade os sentimentos de uma pessoa que sofreu o ataque psicológico do "aconselhamento" desmedido
    Adorei ler e não pude deixar de sorrir pois é exatamente assim que sinto
    Tenha um ótimo dia
    Um grande abraço

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  17. Olá Pedro,
    Eu não dou e nem gosto que me deem conselhos. Desde mocinha sabia o que queria fazer da vida, tracei um itinerário que foi quebrado pela morte, levantei e, com meu filhinho a tiracolo continuei.O mais importante é minha teimosia, se não fosse ela não teria que tenho hoje.
    Estou meio arrebentada pela ação do tempo, mas tenho um anjo aqui em casa que me faz sorrir a vida e se tiver que chorar, choramos juntos.
    Conselhos? Pra que? Cada um sabe o que fazer da vida e é por isso que temos que usar a inteligência.
    Abç
    Minicontista2

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  18. São pessoas invasivas e prepotentes em relação
    a querer se apropriar da vida dos outros em suas
    escolhas, precisam receber o não!...
    São excelentes seus textos, Pedro!
    Abraço.

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  19. Una cosa es dar un consejo y otra imponerlo...
    Besos

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  20. Neste País...muito gosta o povo de emitir a sua opinião....
    Dar um 'palpite' ou seja...um conselho...é coisa certa...
    Nada de mal...está no sangue....
    Abraço

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  21. Anônimo03:19

    Olá Pedro! Eu reajo antes que esgote minha paciência. ..n a cara de pau com todas as letras... distância dessas criaturas. O conselho só será bem vindo qdo solicitado. Uma excelente leitura me
    proporcionaste.
    Grata pela leitura do livro eu texto, Pedra.
    Abraço de paz.

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  22. OI PEDRO!
    TIVE DE RIR, TODOS CONHECEMOS UMA "FIGURA" IGUAL, O PROBLEMA É NOS LIVRARMOS DELAS E SAIRMOS DE FININHO DA SITUAÇÃO.
    ABRÇS
    -
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  23. A questão é que muita gente centra-se mais na vida dos outros do que nas suas próprias vidas. Colocam-se à frente dos outros com uma postura "sábia" e providencial, característica do "faz o que eu te digo, não o que eu faço", debitando conselhos que ninguém pediu.
    Quem julga precisar de aconselhamento o solicitará junto dos amigos, se assim o entender. Ou então terá em último instância, um psicólogo.
    Uma boa reflexão sobre os "chatos" com os quais nos deparamos no dia a dia.
    xx

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  24. Hace mucho que no visitaba tu espacio.
    Cierto es que he estado más de tres meses ausente de mi blog, pero ya que ahora he regresado, intento reunir a todos aquellos seguidores que, en su día, me han estimulado y arropado con sus letras.
    En cuanto a la entrada que acabo de leer, puedo decirte que nunca me gusta dar consejos si antes no me los han pedido, de no hacerlo así, podría resultar pesada, atrevida o simplemente lo que dijera lo haría como si predicara en un desierto, o lo que es peor, que les entre por un oído y les salga por el otro.
    También existe otro tipo de personas que, sólo te harán caso, si escuchan lo que ellas quisieran oír.
    ¡Feliz domingo y buena entrada de semana!
    kasioles

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  25. Pois é mestre, é preciso uma blindagem especial diante a voracidade destes lobos com capas de cordeiros.
    É sabido que muitas vezes se arvoram ser um deus das soluções.
    Muito boa sua cronica alerta.
    Meu abraço de paz e luz.

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Pedro Luso de Carvalho