>

21 de set. de 2019

[Poesia] PEDRO LUSO – A Mãe e o Filho





A MÃE E O FILHO
– PEDRO LUSO DE CARVALHO



No caminhar sem rumo pelas ruas,
nesta triste e fria tarde de inverno
anoitecendo com os sons da igreja,
o coral e o encantamento das vozes.

Quero seguir, mas aquelas vozes,
lindas vozes de cristais do coral,
aqueles acordes dos violinos,
apelo para que ingresse na igreja.

Segui àquelas vozes de cristais
para reviver o dourado tempo
de criança, junto de minha mãe,
na igreja de mistério, de beleza.

Deixei a igreja com a doce lembrança:
eu menino e a minha bondosa mãe,
mãe que agora aqui já não mais está.
Mas eu a vejo em noites enluaradas.

As mães estarão por perto dos filhos:
serão flores, conchas na praia, brisa,
vento forte, sol ou as cores da aurora.




*   *   *




32 comentários:

  1. Todo eso, amigo Pedro, serán siempre las madres, estén o no con nosotros.
    Bello poema...emocionante recuerdo.

    Qué tengas un buen domingo.

    ResponderExcluir
  2. Tão doce e tão terno como é o elo fraternal de um filho com sua amorosa e abnegada mãe. Um poema belíssimo meu caro amigo Pedro
    Um feliz domingo e uma abençoada semana
    Um abraço

    ResponderExcluir
  3. Qué conmovedor y lindo!!.
    Muy tierno y dulce.
    Feliz domingo.
    Un beso.

    ResponderExcluir
  4. Pedro,
    Eu sempre gostei de igrejas,
    mas as prefiro como seu texto descreve.
    Lugar de encontro não somente com deus mas
    com a gente mesmo.
    Bjins
    CatiahoAlc.

    ResponderExcluir
  5. Linda e Emocionante! Abraços praianos.Te leio diante do mar...Quantas conchinhas mães terão aqui?
    Chica

    ResponderExcluir
  6. Boa tarde de Domingo, Pedro!
    E quando a mae nao foi assim, o pai o foi.
    Ontem vimos, em familia, o Rei Leao.
    Seu poema revela possibilidades de quem nos ama e esta conosco de algumas maneiras: conchas, vento, sol, flores... Estelas...
    Tenha dias abencoados!
    Abracos fraternos de paz e bem

    ResponderExcluir
  7. Um poema muito doce. Gostei muito!
    Votos de uma boa semana para si!

    ResponderExcluir
  8. Oi, Pedro, lindo poema de lembranças que só o amor filial pode traduzir...as mães estarão sempre conosco na alma e no coração.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  9. também me lembro das emoções na igreja quando era muito pequena !
    era onde via os dourados, as luzes, as cores, e os cânticos que entoavam por entre as espessas paredes !
    pensei que a foto fosse da igreja de Sao Roque de Lisboa!(dos jesuítas)
    https://www.youtube.com/watch?v=MAPll2fhV18
    como um dos fundadores dos jesuítas era um estudante português que estudava em Paris, os jesuítas foram sempre muito favorecidos pelos reis portugueses!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Podemos ler na Wikipedia alguma coisa sobre sobre o autor da “Capela Dourada”, imagem postada com o meu poema:: Manuel de Jesus Pinto (?, século XVIII — Recife, c. 1817) foi um pintor e dourador brasileiro.
      Nasceu escravo e mais tarde conseguiu ser alforriado. No final do século XVIII ingressou na Ordem Terceira do Carmo. Deixou obras importantes em diversas igrejas de Recife. Em 1791 trabalhou como dourador na Matriz de Santo Antônio, e no ano seguinte realizou o douramento e a pintura da sacristia da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo.

      Excluir
    2. gostei de conhecer a existência e a vida desse homem, Pedro
      pois acho errado que se considerem os escravos unicamente como pessoas que praticamente não tinham nem educação, nem consciência própria…
      mas encontramos muitos casos de gente que, em conjunto com portugueses e índios participaram em feitos relevantes na construção do país!

      Excluir
  10. São as mães que nos amparam sempre. Entrar numa igreja e lembrar ao tempos de menino quando ia lá com a sua mãe, torna este poema muito sensível e cheio de delicadeza, meu Amigo Pedro.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  11. Um poema tão bonito!

    Um silêncio assustador ...
    Beijos e uma excelente semana.

    ResponderExcluir
  12. Meu amigo Pedro Luso,
    Teu poema é um primor
    De luz focada no amor
    Filial! E fazes uso

    Do sonho como um intruso
    Que à alma adentra, a à supor
    Qual templo superior
    De um universo confuso

    Onde a mãe é concha, é brisa,
    É praia, é sol e é a camisa
    Que ao sol nos serve de abrigo.

    A mãe é a luz que eterniza
    O sonho, em visão precisa
    Do que é amor, meu amigo!

    Grande abraço! Laerte.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agradeço esta tua homenagem, meu amigo Laerte, poeta que ocupa uma cadeira na Academia de Letras do Estado de Santa Catarina.
      Um grande abraço.
      Pedro

      Excluir
  13. Um poema de uma sensibilidade comovente.
    As mães estão presentes em nós até à consumação da nossa vida... São muitas memórias, aprende-se viver com elas.
    Gostei do poema, especialmente da última estrofe, tão verdadeira.
    Uma semana confortável e aconchegante.
    O meu abraço, Amigo.
    ~~~

    ResponderExcluir
  14. Ese hilo dorado que une a las madres con sus hijos varones y que ya nunca los separará, al margen de que se vean o no y pase el tiempo que pase.
    Dulces años, Pedro.

    ResponderExcluir
  15. Olá Pedro!
    Este poema é de enorme sensibilidade. A mãe está em nós. Sinto que nunca nos abandonará.

    Trago hoje um enorme abraço de amizade e apreço. Quero, também, agradecer o desafio que me fizeste no meu blogue. O tempo não joga a meu favor, mas já comecei a responder.

    ResponderExcluir
  16. Saudosa linda saudade Pedro, que leva pelas mãos ao ponto da fé.
    Há um encantamento do menino maior que a fé é sua sensibilidade,
    aos sons, ao canto.
    Beleza de inspiração sonora.
    Meu abraço amigo nesta bela semana que lhe desejo.
    Hoje tem inspiração por la vinda do blog da Taís.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Farei uma visita amigo Toninho para ler o seu poema, que foi inspirado numa crônica da Taís.
      Um grande abraço.
      Pedro

      Excluir
  17. Uma bela, profunda e comovente inspiração!
    No fundo, os que trazemos no coração nunca morrem... como dizia Pessoa... a morte é a curva da estrada... morrer é só não ser visto!...
    Beijinho! Desejando uma óptima semana!...
    Ana

    ResponderExcluir
  18. Amigo Pedro,
    Sentir saudade do convívio com a mãe,
    é algo que também sei bem como é,
    pois, a minha saudosa mãe,
    (assim como a mãe do teu poema),
    foi o esteio da minha fé,
    que ainda aprendi em meus tempos de menino.
    Um forte abraço!
    Douglas

    Essa estrofe do teu poema, resume o que eu disse...

    "...Deixei a igreja com a doce lembrança:
    eu menino e a minha bondosa mãe,
    mãe que agora aqui já não mais está.
    Mas eu a vejo em noites enluaradas..."

    ResponderExcluir
  19. Um belo poema de que gostei bastante amigo Pedro e aproveito para desejar a continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

    ResponderExcluir
  20. Muy bonito poema. Precioso blog.
    Saludos

    ResponderExcluir
  21. Isso é ser mãe, deixar nos filhos um rastro de amor, de lembrança, mesmo depois que partem. Essas doces lembranças, de mãos dadas com a mãe, num domingo frio e chuvoso, dentro de um templo, são coisas simples, mas profundas. São nesses momentos, que anos depois lembramos como eram nossas mães nos momentos de intimidade com seu Deus. Ali, elas eram inteiras, completas, nunca pela metade, e ali passaram valores que levaríamos, quem sabe, para uma vida inteira. Plantaram em nós, sementes de amor.
    Belíssimo poema, mesmo porque conheci a mãe, e muito bem o filho.

    Beijinho, daqui do lado.

    ResponderExcluir
  22. Boa tarde, Pedro,
    quanta sensibilidade ao relembrar de momentos tão lindos, a igreja , os cânticos, enfim, com certeza as mães estão em todos os lugares, elas nos protegem de onde estão e se não podem estar perto, mesmo a distância nos protegem, pois é assim que sinto a minha mãe. Sentir o frio da tarde de inverno e mesmo assim ter belas e confortadoras lembranças, é com certeza porque a mãe foi "o tudo" no seu mundo.
    A obra da capela dourada que ilustra seu poema, é magnífica.
    Tenha um belo final de semana!

    ResponderExcluir
  23. Mãe permanece eternamente no nosso coração.
    Sentido e belo poema.
    Beijinhos
    Maria

    ResponderExcluir
  24. Precioso y variado, tanto las fotografías y poemas.
    Muchas gracias por visitarme.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Além de minha visita ao seu belo blog, fiz-me seu seguidor.
      Obrigado, minha amiga, pela visita.
      Beijo.
      Pedro

      Excluir
  25. Entre una madre y un hijo hay un lazo invisible que nunca se rompe. Ellas aunque falten de este mundo siguen velando por nosotros.

    Besos

    ResponderExcluir
  26. Há momentos bem simples que são importantes, onde recordamos os que mais amamos, por exemplo.
    O seu poema é belíssimo, de extrema sensibilidade.
    Caro Pedro, continuação de boa semana.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  27. Passando a deixar um beijinho, despedindo-me por algum tempo, em virtude da minha habitual pausa de Verão, por esta altura...
    Não havendo novidade, conto estar de volta em meados de Outubro!
    Tudo de bom, Pedro! Até breve!
    Ana

    ResponderExcluir

LOGO O SEU COMENTÁRIO SERÁ PUBLICADO.

OBRIGADO PELA VISITA.

Pedro Luso de Carvalho