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| Ilha dos Jangadeiros - Porto Alegre / Brasil - Foto Bruno Prisco Jr |
BRUMAS DO GUAÍBA
- Pedro Luso de Carvalho
O vento bate nas janelas,
a tempestade vem à mente,
que já assustou e assusta,
rio Guaíba feito mar.
O vento traz outras lembranças,
barcos atracados nas margens,
as amarras firmes nos postes;
nessa paz do entardecer.
E havia riso nas águas,
muitos barcos a navegar,
no doce murmúrio das águas,
o deslumbre dos marinheiros.
Mas hoje as águas mudaram,
ainda com barcos atracados,
num berço de sonhos perdidos,
barcos que jamais irão zarpar.
_____________//_____________

Un’evocazione dolceamara della memoria e dei sogni che restano ancorati al passato.
ResponderExcluirBuona settimana Pedro
Lindo olhar para o nosso Guaíba e poder ver e ouvir risos na sua orla, ainda mais após tantos sustos que ele nos deu ...
ResponderExcluirPoesia muito bonita!
Ótima semana! abração, chica
Bom.dia de Paz, amigo Pedro!
ResponderExcluirHá barcos que nunca irão zarpar até porque nunca sairam do lugar...
Já outros, pela fúria da natureza cada vez mais acirrada.
Que nossos sinhos estejam em movimento em nosso coracao!
Tenha novos dias abençoados!
Abraços fraternos
Quando vem uma tempestade e as águas do rio nos parecem um mar, todo o cuidado é pouco principalmente para quem navega. Um poema feito com alma, meu Amigo Pedro.
ResponderExcluirUma boa semana.
Um beijo.
Que bonito poema Pedro. Tienen tus versos un vaivén especial como si las letras se acunaran en los sentimientos expresados.
ResponderExcluirCuando no hay viento, la mar se muestra tranquila y suave, pero no siempre es así, las aguas cambias como tú bien dices.
Me gusto mucho leerlo.
Un abrazo, que tengas una semana estupenda y que el viento no golpee tus ventanas.
Águas sem riso são prenúncio de tempestades...
ResponderExcluirExcelente poema, gostei imenso.
Boa semana caro Pedro.
Um abraço.
Un sentimental y precioso poema.
ResponderExcluirSiempre tan grato leerte.
Un beso.
Feliz semana.
Si hay algo que no tiene control eso es el agua tras una tormenta. Tu has sabido sacar belleza de lo que pudo ser una desgracia.
ResponderExcluirSaludos.
Un poema bellísimo, Pedro.
ResponderExcluirDescribes muy bien las tormentas de la vida y las risas y momentos felices en el dulce murmullo de las aguas.
Esos barcos anclados esperando mejores tiempos para seguir surcando los mares nos hablan de que existen dificultades, pero no todo está perdido.
Saludos.
Me gusto el poema. Te hace reflexionar. Te mando un beso.
ResponderExcluirA bonança que sempre vem depois da tempestade.
ResponderExcluirAbraço, boa semana
The good thing about living in a city that has a beautiful river like this is always knowing that it will be in front of our eyes like a beautiful postcard.
ResponderExcluir(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.
E o vosso rio Guaíba continuará a ser o vosso orgulho apesar dos estragos feitos e que, dadas as alterações climáticas, com certeza não serão os últimos. Os rios são como os homens, tão odiados pelos horrores que causam e ao mesmo tempo tão amados pelas maravilhas que descobrem e realizam em prole da ciência, do desenvolvimento tecnológico, sempre com o fim digno de nos dar melhor qualidade de vida a todos os níveis.. Mas, há uma diferença, muito, muito grande, os rios causam danos e desgraças, involuntariamente, seguindo apenas a função que lhes foi destinada pela mãe natureza, ao passo que o ser humano, mata por nada, estraga por nada, suja rios lagos e mares, com a única preocupação de ganhar dinheiro e poder com esses terríveis desmandos. O vosso rio Guaíba, passada a tempestade, acarinha os barcos que nele navegam, tornando-se no " deslumbre dos marinheiros " e de todos os que, nas suas margens, o observam com encantamento e o ser humano o que faz ? Depois de uma pequena bonança, lá está ele a preparar uma nova tempestade. Gostei muito, Pedro e desculpa a ausência. Um beijinho e saúde, sempre!
ResponderExcluirEmília 🌻 🌻
Boa noite Pedro,
ResponderExcluirBelíssimo poema!
Os rios tanto nos dão alegria, como tantas vezes inundam as terras e as nossas vidas.
Enquanto existirem tempestades os barcos permanecerão atracados aguardando por melhores dias
Beijinhos, Poeta, e continuação de boa semana.
Emília
Beijinhos
Pedro,
ResponderExcluirÉ sempre lindo vir aqui e contemplar
essas paisagens lindas que suas
publicações mostram tanto em
imagens quanto em palavras.
Gosto de poesias que se referem a
rios, pois os sinto metoforicamente
como a Vida da gente.
Obrigado sempre.
CatiahôAlc.
Pedro,
ResponderExcluirque escrita bonita e melancólica. Suas “brumas do Guaíba” parecem envolver não só o rio, mas também a memória, essa que mistura tempestade, paz e um certo lamento pelo que não volta mais. Há uma delicadeza triste no contraste entre os barcos que antes navegavam e os que agora permanecem presos ao cais, como sonhos que o tempo deixou de mover.
Seu poema toca, porque fala da vida também: das coisas que já foram movimento e hoje são silêncio.
Belíssimo.
Abraço
Fernanda
Olá Pedro.
ResponderExcluirLindo poema!
Parece que estes barcos estão atracados na lembrança e por isso não partem mais.
Muito bom.
Obrigado pela visita no meu blog!
Gostei do seu também.
Aliás, já conhecia.
Você escreve muito bem.
Sensível um tanto triste, bonito. Escreve muito bem. Parabéns.
ResponderExcluirQuerido amigo Pedro,
ResponderExcluirgostei muito do poema, aliás, adorei.
O rio Guaíba carrega as marcas que o tempo lhe trouxe. Ele é o coração "líquido" do nosso Rio Grande e não importam as intempéries, ele é um gaúcho dos bons, se mantém forte e gentil, sempre respirando o ar do minuano ! E você disse tudo no poema. Parabéns!
Bjssssss, marli
Belo Poema, Pedro Carvalho. Assim sente quem tem motivo forte e belo para o cantar.
ResponderExcluirParabéns, Amigo.
Abraço,
SOL da Esteva
Que linda foto ,Pedro
ResponderExcluire seu poema traduz o sentimento que envolve o rio e suas margens.
grande abraço e um iniciar de dezembro feliz.
Bom dia, meu caro amigo e imperador da
ResponderExcluirpoesia contemporânea, Pedro Luso.
É das mais envolventes e belas a exposição
de suas ideias no que tange à melancólica
situação pela qual se encontra atualmente o
histórico Rio Guaíba, em consequência das
seguidas alterações do clima.
Em sua tocante expressividade fica uma
sensação nostálgica por aquilo que poderia
ter sido, mas que o passar dos anos solidificou
como possibilidades perdidas, em vez de
realidades vívidas.
Meus efusivos parabéns por essa sensória
elucidação que remete o leitor a pensar na
passagem mutável dos encantos cristais da vida.
Caloroso abraço com votos de saúde e paz.
Profundo e sentido poema.
ResponderExcluirNas margens dos rios há alegrias, dores e saudades.
Um grande abraço
Gostei de reler o seu magnífico poema.
ResponderExcluirBoa semana caro amigo Pedro. Tenha um feliz mês de Dezembro.
Um abraço.
Boa tarde Pedro
ResponderExcluirUm poema que respira o espírito do Guaíba e das suas metamorfoses.
O Poema recria, com suavidade melancólica, a passagem do tempo sobre as águas: das lembranças vivas e luminosas aos barcos adormecidos, que guardam sonhos por zarpar.
A leitura deixa um eco de nostalgia serena, como se o rio falasse através das imagens que o poeta nos oferece , ora vento e tempestade, ora murmúrio e acalmia.
Uma belíssima evocação da memória e das marés interiores
Boa semana com saúde e Poesia.
Deixo um beijo
:)
Versos lindos que amei ler, Pedro
ResponderExcluirUm grande abraço
Verena
Quase me senti lá! Uma nostalgia suave de um tempo que preencheu essa paisagem...
ResponderExcluirBeijo
I could almost hear the wind and imagine the river stretching wide, carrying memories of laughter and movement that are gone now. The contrast between the lively past and the still, “lost” present gave the poem a gentle sadness, but also a kind of beauty in remembering what was. It really made me pause and think about how places can hold pieces of our lives, even when everything seems calm on the surface.
ResponderExcluirOlá Pedro! Gostei imenso! A forma como descreve os barcos atracados como memórias paradas é mesmo fantástica. Um forte abraço para si! 🤗
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