>

23 de nov. de 2025

BRUMAS DO GUAÍBA – Pedro Luso de Carvalho

 

 Ilha dos Jangadeiros - Porto Alegre / Brasil  -  Foto Bruno Prisco Jr



BRUMAS DO GUAÍBA

       - Pedro Luso de Carvalho



O vento bate nas janelas,

a tempestade vem à mente,

que já assustou e assusta,

rio Guaíba feito mar.


O vento traz outras lembranças,

barcos atracados nas margens,

as amarras firmes nos postes;

nessa paz do entardecer.


E havia riso nas águas,

muitos barcos a navegar,

no doce murmúrio das águas,

o deslumbre dos marinheiros.


Mas hoje as águas mudaram,

ainda com barcos atracados,

num berço de sonhos perdidos,

barcos que jamais irão zarpar.




_____________//_____________





29 comentários:

  1. Un’evocazione dolceamara della memoria e dei sogni che restano ancorati al passato.
    Buona settimana Pedro

    ResponderExcluir
  2. Lindo olhar para o nosso Guaíba e poder ver e ouvir risos na sua orla, ainda mais após tantos sustos que ele nos deu ...
    Poesia muito bonita!
    Ótima semana! abração, chica

    ResponderExcluir
  3. Bom.dia de Paz, amigo Pedro!
    Há barcos que nunca irão zarpar até porque nunca sairam do lugar...
    Já outros, pela fúria da natureza cada vez mais acirrada.
    Que nossos sinhos estejam em movimento em nosso coracao!
    Tenha novos dias abençoados!
    Abraços fraternos

    ResponderExcluir
  4. Quando vem uma tempestade e as águas do rio nos parecem um mar, todo o cuidado é pouco principalmente para quem navega. Um poema feito com alma, meu Amigo Pedro.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  5. Que bonito poema Pedro. Tienen tus versos un vaivén especial como si las letras se acunaran en los sentimientos expresados.
    Cuando no hay viento, la mar se muestra tranquila y suave, pero no siempre es así, las aguas cambias como tú bien dices.
    Me gusto mucho leerlo.
    Un abrazo, que tengas una semana estupenda y que el viento no golpee tus ventanas.

    ResponderExcluir
  6. Águas sem riso são prenúncio de tempestades...
    Excelente poema, gostei imenso.
    Boa semana caro Pedro.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  7. Un sentimental y precioso poema.
    Siempre tan grato leerte.
    Un beso.
    Feliz semana.

    ResponderExcluir
  8. Si hay algo que no tiene control eso es el agua tras una tormenta. Tu has sabido sacar belleza de lo que pudo ser una desgracia.

    Saludos.

    ResponderExcluir
  9. Un poema bellísimo, Pedro.
    Describes muy bien las tormentas de la vida y las risas y momentos felices en el dulce murmullo de las aguas.
    Esos barcos anclados esperando mejores tiempos para seguir surcando los mares nos hablan de que existen dificultades, pero no todo está perdido.
    Saludos.

    ResponderExcluir
  10. Me gusto el poema. Te hace reflexionar. Te mando un beso.

    ResponderExcluir
  11. A bonança que sempre vem depois da tempestade.
    Abraço, boa semana

    ResponderExcluir
  12. The good thing about living in a city that has a beautiful river like this is always knowing that it will be in front of our eyes like a beautiful postcard.
    (ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.

    ResponderExcluir
  13. E o vosso rio Guaíba continuará a ser o vosso orgulho apesar dos estragos feitos e que, dadas as alterações climáticas, com certeza não serão os últimos. Os rios são como os homens, tão odiados pelos horrores que causam e ao mesmo tempo tão amados pelas maravilhas que descobrem e realizam em prole da ciência, do desenvolvimento tecnológico, sempre com o fim digno de nos dar melhor qualidade de vida a todos os níveis.. Mas, há uma diferença, muito, muito grande, os rios causam danos e desgraças, involuntariamente, seguindo apenas a função que lhes foi destinada pela mãe natureza, ao passo que o ser humano, mata por nada, estraga por nada, suja rios lagos e mares, com a única preocupação de ganhar dinheiro e poder com esses terríveis desmandos. O vosso rio Guaíba, passada a tempestade, acarinha os barcos que nele navegam, tornando-se no " deslumbre dos marinheiros " e de todos os que, nas suas margens, o observam com encantamento e o ser humano o que faz ? Depois de uma pequena bonança, lá está ele a preparar uma nova tempestade. Gostei muito, Pedro e desculpa a ausência. Um beijinho e saúde, sempre!
    Emília 🌻 🌻

    ResponderExcluir
  14. Boa noite Pedro,
    Belíssimo poema!
    Os rios tanto nos dão alegria, como tantas vezes inundam as terras e as nossas vidas.
    Enquanto existirem tempestades os barcos permanecerão atracados aguardando por melhores dias
    Beijinhos, Poeta, e continuação de boa semana.
    Emília
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  15. Pedro,
    É sempre lindo vir aqui e contemplar
    essas paisagens lindas que suas
    publicações mostram tanto em
    imagens quanto em palavras.
    Gosto de poesias que se referem a
    rios, pois os sinto metoforicamente
    como a Vida da gente.
    Obrigado sempre.
    CatiahôAlc.

    ResponderExcluir
  16. Pedro,

    que escrita bonita e melancólica. Suas “brumas do Guaíba” parecem envolver não só o rio, mas também a memória, essa que mistura tempestade, paz e um certo lamento pelo que não volta mais. Há uma delicadeza triste no contraste entre os barcos que antes navegavam e os que agora permanecem presos ao cais, como sonhos que o tempo deixou de mover.

    Seu poema toca, porque fala da vida também: das coisas que já foram movimento e hoje são silêncio.

    Belíssimo.
    Abraço
    Fernanda

    ResponderExcluir
  17. Olá Pedro.
    Lindo poema!
    Parece que estes barcos estão atracados na lembrança e por isso não partem mais.
    Muito bom.

    Obrigado pela visita no meu blog!
    Gostei do seu também.
    Aliás, já conhecia.
    Você escreve muito bem.

    ResponderExcluir
  18. Sensível um tanto triste, bonito. Escreve muito bem. Parabéns.

    ResponderExcluir
  19. Querido amigo Pedro,
    gostei muito do poema, aliás, adorei.
    O rio Guaíba carrega as marcas que o tempo lhe trouxe. Ele é o coração "líquido" do nosso Rio Grande e não importam as intempéries, ele é um gaúcho dos bons, se mantém forte e gentil, sempre respirando o ar do minuano ! E você disse tudo no poema. Parabéns!
    Bjssssss, marli

    ResponderExcluir
  20. Belo Poema, Pedro Carvalho. Assim sente quem tem motivo forte e belo para o cantar.
    Parabéns, Amigo.


    Abraço,
    SOL da Esteva

    ResponderExcluir
  21. Que linda foto ,Pedro
    e seu poema traduz o sentimento que envolve o rio e suas margens.
    grande abraço e um iniciar de dezembro feliz.

    ResponderExcluir
  22. Bom dia, meu caro amigo e imperador da
    poesia contemporânea, Pedro Luso.
    É das mais envolventes e belas a exposição
    de suas ideias no que tange à melancólica
    situação pela qual se encontra atualmente o
    histórico Rio Guaíba, em consequência das
    seguidas alterações do clima.
    Em sua tocante expressividade fica uma
    sensação nostálgica por aquilo que poderia
    ter sido, mas que o passar dos anos solidificou
    como possibilidades perdidas, em vez de
    realidades vívidas.
    Meus efusivos parabéns por essa sensória
    elucidação que remete o leitor a pensar na
    passagem mutável dos encantos cristais da vida.
    Caloroso abraço com votos de saúde e paz.


    ResponderExcluir
  23. Profundo e sentido poema.
    Nas margens dos rios há alegrias, dores e saudades.
    Um grande abraço

    ResponderExcluir
  24. Gostei de reler o seu magnífico poema.
    Boa semana caro amigo Pedro. Tenha um feliz mês de Dezembro.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  25. Boa tarde Pedro
    Um poema que respira o espírito do Guaíba e das suas metamorfoses.
    O Poema recria, com suavidade melancólica, a passagem do tempo sobre as águas: das lembranças vivas e luminosas aos barcos adormecidos, que guardam sonhos por zarpar.
    A leitura deixa um eco de nostalgia serena, como se o rio falasse através das imagens que o poeta nos oferece , ora vento e tempestade, ora murmúrio e acalmia.
    Uma belíssima evocação da memória e das marés interiores
    Boa semana com saúde e Poesia.
    Deixo um beijo
    :)

    ResponderExcluir
  26. Versos lindos que amei ler, Pedro
    Um grande abraço
    Verena

    ResponderExcluir
  27. Quase me senti lá! Uma nostalgia suave de um tempo que preencheu essa paisagem...
    Beijo

    ResponderExcluir
  28. I could almost hear the wind and imagine the river stretching wide, carrying memories of laughter and movement that are gone now. The contrast between the lively past and the still, “lost” present gave the poem a gentle sadness, but also a kind of beauty in remembering what was. It really made me pause and think about how places can hold pieces of our lives, even when everything seems calm on the surface.

    ResponderExcluir
  29. Olá Pedro! Gostei imenso! A forma como descreve os barcos atracados como memórias paradas é mesmo fantástica. Um forte abraço para si! 🤗

    ResponderExcluir

Logo seu comentário será publicado,
muito obrigado pela sua leitura e comentário.
Meu abraço a todos os amigos.

Pedro Luso de Carvalho