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9 de jun. de 2019

[Poesia] PEDRO LUSO - Nova Vida





NOVA VIDA
- PEDRO LUSO DE CARVALHO



Joguei ao mar meus pertences
sem valor, resto guardado.
Na mente moram lembranças
de perdas e glórias vãs.

Nos vales farei morada,
meu abrigo, montes e árvores,
desfrute da vida em paz,
onde o vento encrespa as águas.

Terei os pés em terra e grama,
tomarei água nos rios,
dormirei junto às árvores,
em sonho serei criança.

Partirei na hora prevista,
(rege o Tempo normas rígidas)
terei as minhas mãos em prece
na noite, trégua do sol.





*   *   *






42 comentários:

  1. Don Pedro:
    volver a la naturaleza, siempre es una buena medida.
    Abraços.

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  2. Sempre será uma boa opção viver envolto, pela natureza.
    Um abraço.
    Élys

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  3. Boa tarde/noite, amigo Pedro!
    Em sonho serei criança... ter uma criança interior desperta nos salva de termos uma vida dura demais.
    A natureza me ajuda muitíssimo, linda poesia onde o desejo de sair do que fere a espontaneidade se vê firme em cada verso.
    Tenha dias felizes e abençoados!
    Abraços fraternos de paz e bem
    🙏🙏🙏

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  4. Que linda tua inspiração,Pedro!
    Bela poesia, aliás, mais uma assim linda! abraços,chica

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  5. Seamos niños jugando en la hierba y suelo.
    Nuestra madre Naturaleza es el único tesoro que poseemos, a parte de nuestros seres queridos.
    Hermoso poema Pedro, un gusto leerte.
    Feliz noche.
    Abrazo

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  6. Volver a ser niño, en medio de la naturaleza. Combinación ideal, Pedro, para huir de nuestro mundo violento.

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  7. Muito bom! Amei...

    Beijo. Boa Noite!

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  8. Este poema fez-me sentir uma boa aproximação com a natureza. Gostei muito!

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  9. Lindo poema amigo nesta busca da naturalidade e simplicidade de um menino em seus sonhos diante um mundo violento e desorientado. A ilustração traduz sua inspiração amigo Pedro.
    Meu abraço e feliz fim de semana.

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  10. Un bello poema en ese transitar por los recuerdos, donde la naturaleza es la mejor aliada para pasear las remembranzas.
    En los valles haré morada,
    mi refugio, montones y árboles,
    y que,
    donde el viento encrespa las aguas.
    Me gustó mucho esta estrofa.
    Un placer la lectura Pedro.
    Un abrazo.

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  11. Um poema Excelente:))

    Hoje:- És a bebida que sorvo em mar deserto.

    Bjos
    Votos de uma óptima Sexta - Feira

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  12. Una natura ispirante, nelle preziose immagini dei tuoi bei versi
    Un caro saluto, Pedro,silvia

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  13. Excelente e belo poema, Pedro, mostra a importância da nossa infância, a paz que nos deu essa fase da vida e que sempre estará nos nossos sonhos. Chegamos a uma parte de nossas vidas que muitas vezes vemos que tudo aquilo pelo qual lutamos não nos devolve a vida que tivemos na infância: a ingenuidade, os cuidados a convivência marcante com nossos animais, o pé no chão, o campo... os sonhos sonhados que talvez não apareceram.
    Poema forte, tanto quando delicado e reflexivo para nossas emoções.
    Beijinho daqui do lado!

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  14. Que bello poema, Pedro. Volver a las raíces, a la infancia, a esos recuerdos que se quedaron prendidos en el alma.
    Me ha gustado muchísimo.
    Abrazos.

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  15. "Em sonhos serei criança". "Terei as minhas mãos em prece". Belíssimos versos que dão a este poema uma enorme beleza…
    Um beijo, meu amigo Pedro.

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  16. "Terei os pés em terra e grama,
    tomarei água nos rios,
    dormirei junto às árvores,
    em sonho serei criança."
    Poema belíssimo, a emocionante procura de uma Nova Vida.
    Parabéns, querido amigo.
    Beijo e bom fim-de-semana.

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  17. Creio que em dada altura das nossas vidas, o que nos resta de valioso
    são nossas memórias e com quem podemos partilhar na esperança de um feedback
    que assopre o alento de um sorriso de que fomos compreendidos.

    Suas palavras são suaves, carregadas de nostalgia e com um ludismo encantador.

    Bom seria por instantes retornar osopes oara essa terra e grama eser poralguns segundos parte desse cenário tão puro e feliz.

    Apreciei deveras ter vindo e lido sua poesia.

    Bom fim de semana.

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  18. È bello tornare con il pensiero alla nostra infanzia quando bastava poco per renderci felici:
    un sorriso, una carezza, un ruscello per bagnarci, un prato verde su cui correre.
    Felice weekend, un abbraccio
    enrico

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  19. Gosto muito de visitar sempre minha mãe querida que ainda vive, com seus oitenta e nove anos. olhando para ela numa análise de segundos me deparo com um longo filme e nela encontro detalhes preciosos da minha infância. São lembranças de sua voz ainda jovem, seus ensinamentos , seus cuidados. É em seu doce olhar que mais me encontro criança. E é tão importante para mim.
    Seu poema trouxe alegria e reconhecimento de que a simplicidade é o chamamento à vida.Muito bom.

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  20. Me ha encantado leer una poesía tan bella.

    Un beso.

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  21. Boa noite Pedro
    Um lindo poema . Devemos guardar as lembranças boas e as ruins so lembrar como aprendizado. Um lindo fds. Enorme abraço.

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  22. Boa noite amigo Pedro!
    Que beleza de poema, lindo de mais, adorei.
    Aprecio muito a sua poesia, meus parabéns!
    Beijo de paz e bem. Seja muito feliz com todos os seus amados!
    Muito obrigada pelas suas visitas, e comentários!

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  23. É isto: viver intensamente, ficar intensamente, ir completamente.

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  24. Oi Pedro Assim deve ser viver intensamente sem se apegar nos quesitos que regem o futuro. A vida e linda! Vamos viver com entusiasmo e leveza o presente. O futuro não nos pertence. Não nos é permitido desvendá-lo. Bora viver o agora
    Um abraço e um feliz domingo

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  25. Oi, Pedro, todos nós andamos em busca do Paraíso Perdido...por enquanto ficamos na lembrança dos maravilhosos tempos que ouso chamar de momentos de Cristal.
    Um abraço

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  26. Caro amigo. Pedro Luso
    mais que um poema (aliás notável, como sempre) é o caminho de Sabedoria que tuas palavras nos oferecem

    porventura nesse desprendimento de "glórias vãs" e nessa ascese de "mãos em prece" resida a satisfação da milenar busca da felicidade.

    gostei muito
    parabéns!

    forte abraço

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  27. La libertad del espíritu se logra desatando nuestra vida de las apetencias triviales, la libertad está en no desear y vivir sin posesiones. Estamos de acuerdo, es toda una filosofía de vida y, sin embargo, hay qué ver cómo nos aferramos a ser dueños de todo lo que nos sale al paso.

    Ha sido un placer volver a disfrutar de su trabajo poético. Siempre le agradezco los comentarios que me deja en el blog. Feliz semana. Un abrazo fraterno,

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  28. O meu vizinho, este amigo comum, o Manuel Veiga, já o disse, antes poema é uma lição de Sabedoria. É tempo de abandonar tantos roteiros até porque você parece ter encontrado o definitivo e nos mostra o caminho. Aportaremos juntos!
    Melhor ainda é saber que há uma luz brilhante nos seus olhos, nos olhos do poeta!
    Um grande abraço, caro amigo Pedro!

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  29. "Partirei na hora certa": É um conforto pensar assim.

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  30. Nada é perfeitamente inútil

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  31. Um belo poema de que gostei bastante meu amigo e aproveito para desejar a continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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  32. Bom dia de 4a feira Pedro.
    Seu poema de fez viajar em
    sentimentos bons e
    pensamentos de alegrias e
    esperança. A pintura é belissima.
    Bjins
    CatiahoAlc. do Blog Espelhando

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  33. Vinimos de la vida sin nada y nos vamos de la vida sin nada. Los bienes materiales no son importante, tan sólo hay que disponer de lo estrictamente necesario. Hay que vivir la vida disfrutando de esas pequeñas cosas que nos lan han dado gratis, como es la belleza que día a día nos da la Naturaleza. en ella podemos encontrar una paz interior.

    Besos

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  34. Boa tarde, Pedro,
    muitas vezes precisamos jogar fora o que já perdeu seu valor em nossa vida,
    escolhermos guardar o que é ainda precioso para nos fazer felizes.
    Sonhar e relembrar os bons tempos de infância,com certeza trouxe belas recordações a muitos de seus leitores, pois quem ainda não voltou à mente do
    passado e reviveu a alegria de ser feliz, ser criança outra vez. Belo poema. Abraço!

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  35. Bom dia amigo Pedro, depois de seis meses ausente, às voltas com a saúde, o pc queimado, os blogs sumidos e seus respectivos e-mail também sumidos,, não sei se raqueados, mas cá estou com minha persistência, aos poucos vou chegando nos antigos seguidores.

    Seu poema transmite o que chamamos de desapego, é uma ação necessária desapegar do que não mais precisamos uma vez que não nos serve mais.Gostei as memórias infantis, é doce e salutar relembrar uma infância feliz, e sobre a partida devemos mesmo estar preparados espiritualmente.
    PS: tem algo interessante para se ler no blog

    htttt://pensandoempoesia.blogspot.com.br

    Um vasto abraço

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  36. Deseo al poeta, que cuando ande descalzo por la hierba después de haber arrojado su lastre al mar, encuentre la paz.
    Saaludos.

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  37. Jamais voltaremos a ser crianças... ainda assim, temos que nos renovar sob pena de morrermos antes da partida real...
    Um poema excelente, caro amigo, gostei imenso.
    Caro Pedro, um bom fim de semana. E bom Carnaval.
    Abraço.

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  38. Pedro Luso sempre aprecio o tipo de poesia com as metáforas a acentuar cada poema a carecer de interpretação, comum na poesia. Gostei e pronto.
    Fico grato não só pela visita, como também pelas boas palavras.
    Abraço

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  39. Um poema sublime!!!
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  40. A necessidade de mudança, o desprendimento e a entrega.

    Tão intenso, Pedro!

    Beijo.

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  41. De alguma forma... sempre voltaremos... ao lugar de onde viemos... muitas vezes, quero crer... talvez nos aperfeiçoando um pouco mais... em cada vida...
    Um poema muito belo... revelador de grande sabedoria... adorei o efeito retrospectiva, que o mesmo nos permite fazer... mas visando... o que virá depois... pois cada fim... encerra em si mesmo, um novo recomeço!...
    Beijinho! Feliz domingo!
    Ana

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  42. Encerra seu poema, caro Pedro Luso, com uma realidade que nos passa despercebida: a noite como "trégua de sol". Todo o poema reflecte a necessidade que muitos de nós sentimos em voltar ao ideal da natureza, ao estado original sem culpa.

    Abraço.

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OBRIGADO PELA VISITA.

Pedro Luso de Carvalho