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30 de jan. de 2026

AINDA A LIBERDADE – Pedro Luso de Carvalho

 

 Van Gogh 1890 - Velho Triste / Museu d' Orsay - Paris



AINDA A LIBERDADE

          - Pedro Luso de Carvalho



Vejo telhados daqui do monte,

as pessoas estão lá embaixo,

sob esses tetos que imagino,

privados de sua liberdade.


As ideologias são amarras,

elas são laços que aprisionam,

liberdade ainda mais distante,

ditadores fazem suas vítimas.


A história mostra tristes marcas,

marcas que não serão apagadas,

Stalin e o stalinismo,

liberdade manchada de sangue.


Liberdade agora e sempre,

que Stalin fique na história,

exemplo de terror e crueldade,

lá na antiga União Soviética.




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25 comentários:

  1. Um poema-denúncia, para que não se esqueça a História!
    Plenamente de acordo.
    Um beijo

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  2. Liberdade acima de tudo e cheeeeeeeeeeeeeeeeeega de mimimis e ideologias, de uma vez por todas! AFFFF... Linda poesia e bela pintura do velho triste! abração, chica

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  3. Amigo Pedro, boa noite de paz!
    A liberdade tão cerceada nos dias atuais necessita de libertação, está aprisionada com seres sem piedade, sem compaixão, sem empatia com ninguém;
    Tenha dias abençoados!
    Abraços fraternos

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  4. Querido Pedro,

    escreves a liberdade não como conceito abstrato, mas como ferida aberta na história humana. O olhar do alto do monte é simbólico: quem observa de longe consegue enxergar as amarras que muitos carregam sem perceber.

    O poema denuncia com sobriedade, sem gritos, mas com peso. Ao lembrar Stalin e o rastro de sangue deixado pelo totalitarismo, o texto cumpre um papel essencial: preservar a memória para que o horror não se repita travestido de novas ideologias.

    É um chamado à vigilância da consciência. Porque a liberdade não se perde de uma vez ela vai sendo retirada aos poucos, em nome de promessas falsas.

    Teu poema não é apenas político, é intenso. E isso o torna necessário.

    Abraço
    Fernanda

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  5. Profundo y melancólico poema. Te mando un beso.

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  6. Your poem captures the weight of history and the longing for freedom so powerfully. The way you contrast the view from the hill with the harsh realities below makes the message both vivid and haunting.

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  7. Olá, amigo Pedro.
    Poema intenso e poderoso. Onde fala da liberdade, ou a falta dela.
    Nada pior do que estar preso a ideologias ou religiões. Onde a liberdade de pensar e agir pela sua própria cabeça, está condicionada, pela densidade doutrinária que lhe imposta.
    Nunca ninguém é verdadeiramente livre, quando não pensa pela sua própria cabeça, e não anda pelos seus próprios pés.

    Gostei bastante deste poema, estimado amigo Pedro.

    Votos de um bom fim de semana, com tudo de bom.

    Abraço de amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  8. Evoca con chiarezza come il potere e il terrore abbiano soffocato la libertà.
    Buon fine settimana Pedro

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  9. Pedro:
    a liberdade, sempre precisamos de mais liberdade. Toda liberdade é pouca!
    Abraço grande!

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  10. Creo que no deberíamos olvidad personajes como este que nos nombras, que con esta o contraría ideología sembraron muerte y destrucción a su paso, para no volver a sufrir lo mismo. Aunque según parece la especie humana es capaz de tropezar en la misma piedra mas de mil veces.

    Saludos.

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  11. Es un poema magnífico y lo has expuesto de manera brillante.
    Te deseo un fin de semana muy feliz.
    Como siempre, muy grato leerte.
    Un beso.

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  12. Ah, liberdade, eterna vigilância,
    Que tentam nos tirar ao dividir.
    Porém o brasileiro é um vizir:
    Com majestade hilária de elegância.

    Faz piada de tudo e nessa instância,
    Goza do alheio, a nos fazer sorrir.
    A ideologização lá no porvir
    Será uma excrescência em ressonância.

    Robespierre, togado, algum dia
    Irá à guilhotina qual Maria
    Antonieta. Se repete a história.

    E, a “Liberdade, mesmo que tardia”,
    Virá com a luz do sol que alumia
    A eterna vigilância por vitória.

    Abraço fraterno a ti, amigo Pedro Luso e à Tais

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  13. O seu poema aviva a labareda da liberdade, esta chama vacilante, este sopro que parece extinguir-se em alguns sítios. A história está vigilante para que não esqueçamos suas lições. E o seu poema cumpre este papel ao fazer a denúncia e alerta para que não nos percamos nos seus labirintos.
    Um grande abraço e um domingo de sol.

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  14. Ah, liberdade, eterna vigilância,
    Que tentam nos tirar ao dividir.
    Porém o brasileiro é um vizir:
    Com majestade hilária de elegância.

    Faz piada de tudo e nessa instância,
    Goza do alheio, a nos fazer sorrir.
    A ideologização lá no porvir
    Será uma excrescência em ressonância.

    Robespierre, togado, algum dia
    Irá à guilhotina qual Maria
    Antonieta. Se repete a história.

    E, a “Liberdade, mesmo que tardia”,
    Virá com a luz do sol que alumia
    A eterna vigilância por vitória.

    Abraço fraterno a ti, amigo Pedro Luso e à Tais

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  15. Cada vez mais ameaçada em todo o Planeta.
    Vive la liberté!
    Abraço, boa semana

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  16. Ideologias são na maioria das vezes nocivas, dividem, ao invés de impulsionarem o progresso coletivo.
    Cordial abraço, Pedro.

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  17. A liberdade e um bem supremo, coisa que os ditadores abominam.
    Excelente poema, gostei imenso.
    Boa semana.
    Um abraço.

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  18. Estaline foi, sim um ditador execrável ,que nem Lenine queria ver no poder.

    Agora há um outro em construção nos EUA.

    Abraço, boa semana.

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  19. Boa tarde Pedro
    Um poema directo e consciente, que cruza o olhar humano com a memória histórica.
    A liberdade surge aqui como valor frágil, constantemente ameaçado por ideologias e poderes opressores.
    Destaco a clareza da mensagem e a coragem de nomear a história sem rodeios, lembrando que a poesia também pode e deve ser voz de alerta e memória.
    Boa semana com saúde e harmonia.
    Deixo um beijo
    :)

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  20. Venho deixar um desejo de dias tranquilos.
    Beijo

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  21. Boa noite, amigo Pedro.
    Passando por aqui, relendo este excelente poema que muito gostei, e desejar um feliz fim de semana, com tudo de bom.

    Abraço de amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  22. Com o fim do acordo nuclear, todos nos tornamos escravos novamente, e não apenas prisioneiros da tirania.

    Nova tirinha publicada. 😺

    Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.

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Meu abraço a todos os amigos.

Pedro Luso de Carvalho