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6 de jun. de 2020

MANUEL BANDEIRA – Vou-me embora pra Pasárgada



Pedro Luso de Carvalho


MANUEL BANDEIRA -.Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho - nasceu a 19 de abril de 1886, em Recife, Pernambuco. Em 1890 a família transferiu-se para o Rio de Janeiro, retornando a Recife em 1892, e voltou novamente ao Rio de Janeiro em 1896. Aos dezessete anos, Manuel Bandeira ingressou no curso preparatório da Escola Politécnica de São Paulo, cm a intenção de formar-se em arquitetura, por influência de seu pai, que era engenheiro. Abandonou os estudos quando foi diagnosticado com tuberculose pulmonar.
De São Paulo, Bandeira volta ao Rio de Janeiro e depois passou a viver por curto espaço de tempo em regiões de clima frio, seguindo o conselho do médico, que entendia que tal mudança poderia ajudar na recuperação de sua saúde. Em 1913, embarca para a Europa; e, por indicação do escritor brasileiro João Luso, internou-se no sanatório de Clavadel, perto de Davos Platz, para se tratar doença. No sanatório, conheceu Paul Éluard, que também sofria de tuberculose. Aí na Europa o poeta retomou o estudo do idioma alemão, que havia iniciado no ginásio. A volta do poeta ao Brasil deu-se em 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial.
No Rio de Janeiro, Bandeira dedicou-se à leitura de Goethe, Lenau e Heine. Passou a residir na rua N. S.ª de Copacabana (mais tarde avenida) e depois na rua Goulart, no Leme. Em 1916, faleceu a mãe do poeta. No ano seguinte, publicou A cinza das horas, o seu primeiro livro, escrito no rigor formal da Escola Parnasiana, que a abandonaria antes de 1922, afeito que estava na escrita de poesia com versos livres.
Manuel Bandeira entusiasmou a geração paulista, em 1919, quando a revolução modernista, que dá os seus primeiros passos, com a publicação de Carnaval, paga pelo seu pai. O livro foi analisado com poucas palavras pela A Revista, que era dirigida por Monteiro Lobato. João Ribeiro não poupou elogios ao poeta. Bandeira, que já se correspondia com Mário de Andrade, conheceu pessoalmente o escritor em 1920, dois anos antes da Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, da qual não quis participar pessoalmente, mas mandou aos organizadores do evento, para ser lido, o poema Os sapos, uma sátira ao movimento Parnasiano.
Foi nesse ano (1922), que visitou São Paulo, onde conheceu Paulo Prado, Couto de Barros, Tácito de Almeida, Menotti del Picchia, Luís Aranha, Rubem Borba de Morais, Yan de Almeida Prado, Jaime Ovalle, Rodrigo M. F. de Andrade, Dante Milano, Osvaldo Costa, Sérgio Buarque de Holanda e Prudente de Morais Neto. Com esses novos amigos costumava jantar no Restaurante Reis, onde comia o bife à moda da casa a preço módico.
O livro Poesias, no qual estão reunidas as obras: A cinza das horas, Carnaval, Ritmo dissoluto, de Manuel Bandeira, foi editado pela Revista da Língua Portuguesa, em 1924. No ano seguinte, Mário de Andrade convenceu Bandeira, por via epistolar, a colaborar com artigos para o Mês Modernista, do jornal A Noite (o poeta passa a receber do jornal 50 mil réis por semana, seus primeiros ganhos com a literatura).

Manuel Bandeira passou a escrever crítica musical para a revista A Ideia Ilustrada. Nos anos de 1928-1939, escreveu crônicas semanais para o Diário Nacional, de São Paulo. Desse ano até o ano seguinte escreveu críticas de cinema para o jornal A Noite, do Rio de Janeiro.Importante dar estaque à publicação de Poesias escolhidas, pela editora Civilização Brasileira, em 1937; as poesias, que passaram a integrar esse livro, foram  selecionadas pelo poeta, que também ouviu os conselhos de Mário de Andrade para a escolha dos poemas. No ano seguinte, com a morte de seu pai, o poeta mudou-se da Rua do Triunfo para a Rua do Curvelo nº 53 (hoje Dias de Barros), onde viveu por treze  anos, e escreveu três livros: Ritmo dissoluto, Libertinagem, Crônicas da Província do Brasil e muitos poemas de Estrela da manhã

Em 1940, Manuel Bandeira foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Posteriormente, nomeado professor de Literaturas Hispano-Americanas na Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, cargo do qual se aposentou, em 1956. Começou o poeta a escrever crítica de artes plásticas em 1941, para A Manhã, do Rio. Em 1943, acumulou o seu trabalho de professor do Colégio Pedro II com o de professor de Literatura Hispano-Americana na Faculdade Nacional de Filosofia, cargo do qual se aposentou, em 1956. Em 1954, publica Itinerário de Pasárgada, edição do Jornal de Letras. Em 1956, escreveu para a Enciclopédia Delta-Larousse um estudo sobre Versificação em Língua Portuguesa.
Em 1956, Bandeira traduziu Macbeth, de Shakespeare, e La Machine Infernale, de Jean Cocteau. No ano seguinte, traduziu as peças Juno and the Paycock, de Sean O’Casey, e The Rainmaker, de N. Richard Nash. Essas peças foram representadas, respectivamente, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nos anos que se seguiram, dedicou-se a outras traduções. Nos anos de 1957-1961, escreveu crônicas bissemanais para o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, e para a Folha de São Paulo. Em 1965, com Carlos Drummond de Andrade organizou, para as comemorações do 4º Centenário do Rio, o livro Rio de Janeiro em Prosa e Verso, com edição da Livraria José Olympio.
Nos anos de 1957 a-1961, escreveu crônicas bissemanais para o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, e para a Folha de São Paulo. Em 1965, com Carlos Drummond de Andrade organizou, para as comemorações do 4º Centenário do Rio, o livro Rio de Janeiro em Prosa e Verso, com edição da Livraria José Olympio.
No dia 13 de outubro de 1968 faleceu Manuel Bandeira, acometido de hemorragia gástrica, no Hospital Samaritano, no bairro Botafogo, no Rio de Janeiro, às 12 horas e 50 minutos, aos 82 anos, tendo sido sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.
Segue o poema de Manuel Bandeira, Vou-me embora pra Pasárgada (In Manuel Bandeira. Libertinagem & Estrela da manhã. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2005, p. 35-36):


VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA
Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tenho de tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
– Lá sou amigo do rei –
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.



 *  *



REFERÊNCIAS:
Bandeira, Manuel. Seleta de prosa e verso. Organização, estudos e notas de Manuel de Moraes. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1975.
Bandeira, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. Apresentação de Godofredo de Oliveira Neto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005, p. 35-36.
Perez, Renard.. Escritores brasileiros contemporâneos. Manuel Bandeira. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1960, p. 263-269.
Gonzaga, Sergius. Curso de Literatura Brasileira/Sergius Gonzaga – Porto Alegre: XXI, 2004, p. 306-311.



  *  *  *




32 comentários:

  1. Una ricerca davvero speciale, su un autore che non conoscevo.
    Articolo intenso e notevole, molto apprezzato.
    Buon fine settimana e un sorriso, Pedro,silvia

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  2. Pela resenha mostra ter sido, para além de um grande poeta, um enorme lutador pela vida. Sofrendo de tuberculose e só morrendo aos 82 anos, pode-se considerar um herói, pela sobrevivência nesses tempos.
    É lindo o poema
    .
    Saudações amigas
    Um Sábado feliz

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  3. Gostei de ler a sua biografia e o poema. Infelizmente para mim só o conhecia de nome. Como aliás a maior parte dos vossos escritores, embora tenha uma antologia do conto brasileiro, com mais de trinta escritores, mas não se conhece um escritor apenas por um conto. Li quase toda a obra de Jorge Amado, e tenho lido alguns poetas, em especial Vinicius de Morais e Cecília Meireles.
    Abraço, saúde e bom fim de semana

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  4. Bela biografia ele apresenta e esse poema, bem famoso, parece nos fazer um convite...Vemos tantas e tantas que dá vontade de ir...abração, lindo fds! chica

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  5. Que vida tão preenchida que a foi a vida do poeta Manuel Bandeira!!!
    Fui procurar na Wikipedia o que se escreve sobre esse poema!
    "...Este poema caiu no gosto dos intelectuais e também de pessoas comuns. É utilizado
    para dizer que existe um lugar onde a pessoa se sente bem e pode realizar os seus desejos sob o meio ideal e imaginário como no sentimento de utopia, entre inúmeras outras interpretações o poema se fortalece no meio erótico como função de conforto. O poema também se mostra como nostálgico e é entendido como forma de compreensão da solidão, da fuga do monótono e da infelicidade..."
    Bom fim de semana, boa saúde
    Angela

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  6. Bom dia de sábado, Pedro!
    Tem escolhido escritores para nos enriquecer.
    Neste ano também tenho me detido nós escritores brasileiros.
    Que todos criemos nossa Pasárgada!...
    Tenha um ótimo final de semana abençoado!
    Abraços fraternos de paz e bem

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  7. Boa tarde! Uma parta de "alguma história que faz parte do povo Brasileiro. Gostei de ler. Tal como o poema que é intenso com sedução à mistura! Obrigada
    -
    Bom fim de semana!
    Beijos.

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  8. Oi Pedro! Que grata surpresa encontrar este ensaio biográfico de um dos meus poetas preferidos e que plasmou o meu entendimento poético do mundo.Quando conheci a poesia de Bandeira em minha adolescência me pareceu tão moderno e não sabia de seu histórico já tão longo. Foi realmente revolucionário na forma de passar a sua visão de mundo, melancólica e doce e no entanto tão humana. alguns de seus versos ficaram
    como mensagem eterna em minha vida, assim como Drummond e cecília Meireles.
    Um abraço e obrigada pela postagem

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  9. Después de padecer grandes problemas médicos, pudo encontrar su verdadera vocación. En vez de ser arquitecto llegó a ser un gran poeta.

    Besos

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  10. É sempre bom reler os nossos clássicos. Mais do que isto, dar a conhecer aos mais jovens os nossos mestres. Nesta rápida pincelada, comia "um bife à moda da casa a preço módico", porém cercado da intelectualidade da época.
    Um bom trabalho, meu caro amigo. É tão reler este clássico poema de Bandeira.
    Um forte abraço,

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  11. Pedro,
    Uma postagem de luxo de um dos nossos maiores poetas, o Ensaio está interessantíssimo, muito gostoso de ler.
    Quanto ao poema, VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA, é o retrato de todas as épocas, independente de classes sociais. É a vida que traz a insatisfação, a infelicidade, mas também trará a esperança e o prazer. Poema que será sempre um retrato das nossas vidas. Quantas vezes não estamos contentes com as situações, com os lugares em que vivemos num momento de nossas vidas e lembramos da poesia de Manuel Bandeira:

    - Ah...

    "VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA!
    LÁ SOU AMIGO DO REI..."

    Maravilhosa postagem.
    Beijinho daqui do lado.

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  12. Manuel Bandeira, um Monumento da Poesia e da Cultura Universal

    aprendi no Liceu a ler o Poema "Vou-me embora para Pasárgada"
    e nunca mais me abandonou. ainda hoje o digo para mim
    como terapia... rss

    forte abraço, meu caro amigo e
    distinto Poeta, Pedro Luso

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  13. Eu que menino tanto queria conhecer esta Pasárgada, como um paraíso diferente do lugar onde vivia. E ouvi por muito tempo este canto e até tive, que o decorar pela escola como outras poesias. Aqui um belo trabalho amigo Pedro como uma homenagem ao nosso grande Bandeira, muito bem reconhecido em Portugal. E hoje diante toda esta pandemia com todos os enrroscos que a envolve, meu sonho de Pasárgada está mais ativo amigo.
    Grato pelo trabalho e partilha.
    Meu terno abraço com minha admiração amigo.
    Um bom domingo de feliz semana com paz e os cuidados.

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  14. Muy interesante biografía. No lo conocía y agradezco mucho tu información.
    Sin duda, fue un gran poeta.
    Un beso.

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  15. Um enorme poeta, Manuel Bandeira. O poema serviu-nos muitas vezes, a mim e a um grupo de amigas para o lembrarmos quando a nossa vida não nos corria de feição. Então dizíamos de cor o poema: "Vou-me embora para Pasárgada"... Voltei a esses tempos nem sempre bons, nem sempre maus, meu Amigo Pedro.
    Muita saúde e um beijo.

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  16. Gostei muito da biografia, o tempo apagou aquelas que aprendi nos trabalhos de escola há muitos anos.
    Pedro, o reino perfeito das ilusões sempre alimentou as pessoas e de cera forma as paralisam. Se em Pasárgada há um rei, não quero ir para lá, já nos basta os presidentes desvairados que por aqui se apresentam como mitos (malditos).
    Adorei relembrar o belo poema e ter uma outra interpretação dele.
    Boa semana possível, abraço!

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  17. Además de enterarme de donde está Pasárgada, ha sido un placer leer y descubrir la vida y obra de este poeta que desconocía, pero que me ha abierto una ventana que ya no cerraré.
    Como curiosidad, Recife y Río son las únicas ciudades brasileñas que he pisado. Tuvimos que hacer una escala en cada una, durante un desastroso viaje desde Barcelona a Montevideo con una compañía uruguaya, en 1987. Sólo añadiré que en ese viaje de ida cambiamos cinco veces de avión. Inolvidable.
    Saludos.

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  18. O poema é um grito de evasão. Uma espécie de rebeldia poética que fica registada em quem o lê.
    Boa ideia, Pedro! Gostei muito que o poema viesse acompanhado da biografia do autor.

    Abraço amigo

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  19. Olá Pedro querido


    Riquíssima postagem, trouxa-nos mais conhecimento.
    Lindo poema...

    Beijos

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  20. Completa informação sobre um excelente poeta de Língua portuguesa, que conheço desde jovem.

    Bom resto de semana

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  21. Caro Pedro

    Muito bom encontrar Manuel Bandeira, aqui, nesta sua plêiade de grandes autores. E trouxe-nos este Poema impressionante "Vou-me embora para Pasárgada", passível de tantas leituras de tal forma que influenciou as vidas e a obra de muitos dos poetas cabo-verdianos da geração "Claridosa".

    Concentrados nos problemas das suas ilhas, com a seca e a miséria, encontraram em Manuel Bandeira uma porta de saída, um incentivo para a evasão. E surge a expressão de um deles: "Querer partir e ter de ficar", apesar de toda a dedicação às ilhas, áridas, mas suas.

    Obrigada, meu amigo. Adorei estes momentos.

    Abraço

    Olinda

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    1. É verdade, minha amiga Olinda, Manuel Bandeira influenciou muitos poetas cabo-verdianos, como ocorreu com Jorge Barbosa, um grande poeta, certamente poeta que orgulha Cabo verde.

      Beijo.

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  22. Boa noite, Pedro,
    Grande Poeta Manoel Bandeira, de saúde frágil, pode viver da Literatura até os 82 anos de idade. E que Poeta admirável! Que ótima biografia você nos apresenta! Parabéns!!
    Quanto a poesia " Vou me embora para Pasárgada"....Amigo, sinceramente, diante de todo esse caos politico que estamos vivendo, eu também quero ir pra lá, porque lá tem pessoas confiáveis!
    Tenha uma boa noite de paz e bem !
    Beijinhos!

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  23. Uma postagem espetacular, dando-nos a conhecer Manuel Bandeira e uma de suas maravilhosas poesias!
    Abraços fraternos!

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  24. Boa noite amigo Pedro!
    Quanto tempo não te visito hein amigo!

    Que ótima partilha vc nos disponibiliza, uma rica biografia!
    Nessa época de Pandemia, quem não quer ir para Pasárgada amigo, sentar na mesa do rei e ficar seguro!

    Bom domingo e aquele abraço aqui da paraiba!

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  25. E lá, tudo será possível! Nesse retorno onde qualquer desejo indistinto se realiza...
    É um poema extraordinário, de um poeta de quem tanto gosto.

    Beijo e obrigada por aquilo que aqui nos traz, sempre de grande qualidade!

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  26. OI PEDRO!
    OBRIGADA POR PARTILHAR CONOSCO A BIOGRAFIA DO GRANDE, "MANUEL BANDEIRA", VALEU MUITO.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  27. Pedro,
    Eu simplesmente amo Manuel Bandeira!
    Adorei ler e reler.
    Quanto a poesia, ela é minha
    poesia inspiração, pois
    por ela foi que descobri que
    o lugar da gente pode ser
    assim: livre.
    Bjins de boa semana
    CatiahoAlc.

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  28. Akém da biografia colocate uma bela poesia deste grandepoeta Manoel Bandeira.
    Um abraço.
    Élys.

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  29. Uma homenagem muito bem elaborada ao grande poeta que foi (e ainda é para quem o lê) Manuel Bandeira.
    Caro Pedro, tenha uma boa semana. Com saúde.
    Abraço.

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  30. Pedro
    Uma biografia e homenagem muito bem elaborada de um dos classicos brasileiros de que gosto e admiro.
    Gostei de ler!
    Continuaçáo de boa semana.
    beijinhos
    :)

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  31. Um grande autor! Apesar de não conhecer a fundo a sua obra, tenho apreciado imenso, tudo o que tenho lido de sua autoria!...
    Adorei descobrir a sua biografia, por aqui, que desconhecia...
    Mais uma publicação repleta de interesse, Pedro, que nos sugere os autores maiores, daí do vosso Brasil...
    Beijinho! Feliz domingo e uma óptima semana!
    Ana

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Pedro Luso de Carvalho