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25 de jan. de 2019

[Poesia] PEDRO LUSO — Sol do Meio-Dia





SOL DO MEIO-DIA
PEDRO LUSO DE CARVALHO



Ao meio-dia de pleno sol,
estão agônicas as veias da terra,
todos os sentimentos estão secos —
para o homem o mundo é um espelho.

Na terra seca, ponta de esperança!
Ao homem sobreviverá a terra,
embora seja ela folha caída,
folha quase seca, que ainda respira.

Para a Natureza ainda há salvação,
mas para o homem sequer brisa virá,
vulcânica lava espera pelo homem,
assepsia sob o sol do meio-dia.

Então correrão límpidas as águas
dos rios, em murmúreos e cantares.





*   *   * 






38 comentários:

  1. Adorei o poema!
    Pintura divinal, Van Gogh é um dos meus pintores favoritos.
    Adorei a partilha
    Obrigada
    Convido-o a ler o último capítulo de "Um Oceano entre nós"
    Beijinho

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  2. Um poema maravilhoso de ler! Amei!:)

    Rendilhada de flores ...
    Beijos e um bom fim de semana.

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  3. Boa noite, Pedro!
    Um poema que reflete o que vemos no cotidiano com o calor sufocante embora vivamos sempre no fresco confortável do nosso lar, mas não imune do que se passa ao nosso redor em relação à situação do nosso sistema solar.
    Só mesmo poetando para minimizar nossa preocupação com nosso planeta.
    O sol esturrica... A terra agoniza...
    Felicidade e bênçãos para você!
    Abraços fraternos de paz e bem
    🙏🙏🙏

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  4. Excelente poema:)) Obrigada :))


    Hoje:- És o fogo que arde no meu corpo desnudado

    Bjos
    Votos de uma óptima noite.

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  5. Después de los malos tiempos, siempre viene una ola de bienestar que lo calma todo, lo mismo en la naturaleza que en los sentires del hombre...
    Buen poema que me ha gustado mucho leer.
    Un abrazo y buen fin de semana Pedro.

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  6. Olá Pedro,
    muito bom a força da natureza !por vezes achamos que é cruel,
    para a natureza será sobrevivência :)

    abraço
    Angela

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  7. Bien dicen, estimado Pedro, que el hombre es el peor enemigo...del hombre.¡Que no nos demos cuenta demasiado tarde!

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  8. Il forte surriscaldamento della terra, è un evento molto preoccupante, come esprimi tu, Pedro, nei tuoi bei versi
    Buon fine settimana e un sorriso,silvia

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  9. Una imagen muy bella para acompañar un poema tan precioso.

    Es un placer leerte.
    Un beso y muy feliz fin de semana.

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  10. Pedro, esse poema veio em cima do fato de mais uma tragédia: ontem em Brumadinhos, Estado de Minas Gerais. Na verdade é uma tragédia em cima da outra! Não faz muito que lá mesmo aconteceu a tragédia de outra barragem em Mariana.
    Está difícil do homem aprender alguma coisa. Como ficarão as mais de 345 pessoas desaparecidas, já com 10 mortos e outras 22 barragens, sem garantia de estabilidade em Minas Gerais?
    Nada tão verdadeiro e tão triste como esse poema! Sem dúvida que um dia o objetivo do homem será cumprido! Mas o belo planeta continuará correndo em límpidas águas!
    Aplausos para SOL DO MEIO-DIA!
    Beijinho daqui do lado.

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  11. poema carregado de significações que ofuscam, de tão luminosas,
    qual "sol do meio dia".

    se perdermos a moção de culpa, como nos poderemos salvar?
    não é verdade poeta Pedro Luso?

    poema em "alta voltagem"!

    gostei muito

    forte abraço, meu amigo

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  12. Boa tarde Pedro
    Um poema que retrata com sensibilidade as tragedias que vem acontecendo e deixando tantas vitimas, alguns dias tragedias, mas o descaso deveria ser tratado como homicídios, pois sabem que tem que ter responsabilidade, mas a ganancia impede de fazer o certo. E mais tragedias aconteceram, e mas pessoas ficaram sem rumo ou sem vida. Feliz fds . Enorme abraço.

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  13. La dureza del mundo en que vivimos es consecuencia de los actos de ciertos hombres y creo que mejor que mis palabras se dice en sus versos de los que dejo el final como el broche de oro del lamento:

    ara a Natureza ainda há salvação,
    mas para o homem sequer brisa virá,
    vulcânica lava espera pelo homem,
    assepsia sob o sol do meio-dia.

    Então correrão límpidas as águas
    dos rios, em murmúreos e cantares.

    Un abrazo solidario.

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  14. Quase uma profecia, talvez uma voz que brada um pedido de socorro que a mãe Terra não cansa de explicitar em nossos tempos rudes...a ganância humana não se cansa por tudo a perder.
    um abraço

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  15. Siempre hay una esperanza y evitar el fuerte sol del mediodía, un abrazo.

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  16. Olá, amigo Pedro!
    Parabéns por este belo poema-apelo à humanidade para a preservação do planeta.
    Espero que o grito de dor do poeta e a luminosidade do seu "Sol do Meio-Dia" alerte consciências.
    (Vi imagens arrepiantes da tragédia de Brumadinhos. A ganância do Homem tudo destrói.)
    Beijo.

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  17. É exatamente como poetizou, estimado Amigo.
    O homem não pára enquanto não esgotar todos os recursos que a Terra lhe dispõe.
    Da hematite de MG, fabrica-se ferro e aço, com que levantam torres e torres, porém, ninguém escapará a um aquecimento global...
    Um poema que trova um tema por demais pertinente.
    Abraço afetuoso.
    ~~~

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  18. Apesar de falares do sol, astro rei, fonte de vida e de energis, o tema é a morte, o mesmo do post da Tais, embora o dela nos tenha feito rir muito; o teu, Pedro, um poema bem feito, mas triste e que nos faz pensar na força da mãe natureza que a fará sobreviver a todos nós. Brincamos com ela, ignoramos os seus avisos, não atendemos ao seu constante pedido de socorro e depois o que acontece? Morremos e por cima de nós são jogadas pás de terra, como que a dizer-nos que, sim, a terra venceu! Constantes mostras da ganância do povo vemos todos os dias e mais uma desgraça aconteceu agora em Minas prova dessa insensatez de empresários gananciosos. A terra avançou com fúria soterrando tudo o que encontrou pela frente, não tendo sequer piedade daqueles que honestamente trabalhavam ou se abrigavam do forte " sol do meio dia " no conforto dos seus lares. Se o governo não tomar medidas punitivas sérias, esta não será a última catástrofe do mesmo género. E assim é, Pedro, a natureza não se deixa vencer e, por mais que o homem tente, na conseguirá impedir que , de novo, " correrão limpidas as águas dos rios, em murmúrios e cantares " . Um beijinho, Pedro e,obrigada por este alerta.
    Emilia

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  19. Boa noite Pedro
    Enquanto a ganância do homem for o objetivo mor de sua vida a irresponsabilidade com a nossa mãe natureza deixará marcas irreversíveis e neste processo desumano muitas vidas serão ceifadas. Teu poema tão pujante e forte retrata a dura realidade em que vivemos. Que resista as águas límpidas dos rios em murmúrios e cantares
    Uma semana de paz e luz
    Um abraço

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  20. Um poema muito triste como triste foi o que aconteceu com a recente tragédia da barragem. A natureza não é má. Ela reage à maldade, à irresponsabilidade e à ganância com que o homem a quer sufocar.
    Abraço e uma boa semana

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  21. Meio-dia, a hora em que não temos sombra. Mas as sombras perseguem os homens pois não sabem respeitar a Natureza e "Ao homem sobreviverá a terra", como diz no seu poema que é um grito de alerta. Gostei muito, meu Amigo Pedro.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  22. O Homem
    também é natureza
    no equilíbrio assimétrico da vida
    conforme as estações
    Abraço

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  23. O mundo é mesmo um espelho com águas inquinadas.
    Belo e acutilante poema, meu amigo Pedro Luso.

    beijo meu.

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  24. Uma belíssima inspiração... que traduz uma grande verdade... ao homem, sobreviverá a terra... ainda que o homem, ponha em causa a sua própria existência com a sua irresponsabilidade... mas se pensarmos bem... a história do homem... é apenas um pequeno ponto, na grande história da evolução deste planeta... cabe ao homem escolher, se será ele mesmo um ponto final... ou reticências... contudo... não existe a menor dúvida... ao homem, sempre sobreviverá a terra...
    Beijinho! Feliz semana!
    Ana

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  25. Que beleza de poema, Pedro. Ainda que metafórica a linguagem, eis a verdade da dimensão humana sobre a terra...
    Um abraço,

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  26. Excelente poema meu amigo e infelizmente a raça humana está a caminha alegremente para o seu suicídio, aproveito para desejar um bom Domingo.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  27. É triste pensar que o homem destrói-se e destrói a sua própria casa, a Terra. Vamos rezar para que se mudem atitudes e comece a haver mais respeito uns para com os outros e para com o nosso planeta.
    Um poema sublime.
    Bom domingo
    Beijinhos
    Maria
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  28. Un saludo desde Andalucía España.

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  29. Gostei desse sol do meio dia, pura inspiração.
    Para os lados da Finlândia tem o sol da meia noite...
    Abraço amigo.

    Rui
    Olhar D'Ouro - bLoG
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  30. Vamos emponzoñando nuestro propio nido, amigo Pedro. Hasta que matemos "la gallina de los huevos de oro".

    Abrazo.

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  31. Qué cierto, al hombre le sobrevivirá la tierra.
    Pero lo maravilloso sería que no tuviéramos que desaparecer para que las aguas corrieran límpidas hoy. Y disfrutarlas.

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  32. Pedro Luso o belo poema, como os anteriores, como sempre é marcante. Honra bem o mundo da poesia.
    Abraço

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  33. OI PEDRO!
    UM POEMA BELÍSSIMO, COM UM APELO URGENTE E PUNGENTE.
    A NATUREZA SOBREVIVERÁ AO HOMEM, APESAR DE...
    ABRÇS AMIGO.
    https://zilanicelia.blogspot.com/

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  34. Como sempre um poema de muita inspiração. Quero acreditar que um dia a humanidade respeitará mais a nossa querida Terra, com sua bela natureza.
    Um abraço.
    Élys

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  35. Olá Pedro! Passando para agradecer a tua visita e amável comentário deixado no nosso Literatura & Companhia Ilimitada, assim como me deliciar com a leitura deste teu belo poema. Da forma que o homem trata a NATUREZA, não tenho esperança de futuros belos dias.

    Abraços,

    Furtado

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  36. Uma importante reflexão sobre natureza, diante da grande engenhosidade poética. Incrível. Na verdade nem sei o que comentar, só contemplo e aprendo. Gratidão. Gostei de seu espaço, e ficarei por aqui.

    Abraços
    http://gagopoetico.blogspot.com

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  37. A Natureza salva-se sempre, mesmo com as nefastas intervenções humanas.
    Excelente poema, gostei imenso.
    Caro Pedro, um bom fim de semana.
    Abraço.

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  38. A terra ferida sangra Pedro, escorre pelos rios matam vidas de toda natureza. Aquece e desola, trinca a terra, abrem-se mais as feridas que jamais serão curadas sem as devidas assepsias.Nem uma brisa virá e ao homem restará beber a cicuta que preparou gradativamente pela ganancia desenfreada. Inquietude meu amigo que em Van era latente como esta bela ilustração.
    Abraços amigo com este coração enlameado.

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PEDRO LUSO