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3 de set. de 2022

[Poesia] A CURVA DO TEMPO – Pedro Luso de Carvalho

 




     A CURVA DO TEMPO

                 – Pedro Luso de Carvalho



Tudo parecia certo e definitivo,

todas as coisas bem alinhadas

e os passos de todos no ritmo,

os mesmos passos da marcha,

passos certos no desfile da vida.


E havia  planos e esperança,

e tudo bem pensado e sentido,

planos que se realizavam –

planos para um curto tempo

ou para tempo mais adiante.


Mas não era certo o que via,

e me apercebia do engano,

o tempo traça o seu rumo,

com suas imutáveis regras –

e a ninguém compete fazê-lo.


Assim que tudo aconteceu,

exclusiva ordem do tempo,

e assim vingaram os planos,

não nossos frágeis planos,

vingaram planos do tempo.


Assim veio a terrível peste,

como outras tantas pestes,

as pestes de outros tempos

com o mal que causaram,

qual a peste deste tempo.




           ______________//_______________





42 comentários:

  1. Intense emozioni nella lettura del tuo denso testo.Buona domenica Pedro

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  2. Maravilhosa tua poesia e pelo desfile da vida o tempo passa e traz mudanças, ora boas, ora nem tanto... abraços, tudo de bom,chica

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  3. Todo parece bien, hasta que alguién no mete la pata. Con un solo loco que ande suelto, puede ocasionar una catastrofe.
    Feliz domingo. Besos.

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  4. Um excelente poema, pós pandemia, mas ainda mostrando sentimentos que ela provocou.
    Abraço, saúde e bom domingo

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  5. Pedro,
    Verdades claras e
    muito bem expostas em seus
    bem escritos versos.
    Ouse dizer que sua Poesia
    e a Crônica de Tais de mãos
    dadas se completam.
    Bjins de boa nova semana.
    Obs: caso vá me ler,
    me leia no Espelhando.
    CatiahoAlc.

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  6. Meu prezado Pedro Luso,
    Dizia minha avózinha
    Que Deus escrevia em linha
    Torta e de rumo confuso.
    Por isso, uso e abuso
    Dessa frase inteligente.
    Deus faz um plano e a gente
    Faz um particular plano
    Como frágil ser humano
    Que muito quer e não vê
    Que existe leis e à mercê
    Destas leis universais
    Orbitam os pobres mortais
    Que somos eu e você...

    Lindo teu poema, caro poeta amigo! Deus seja louvado, Abraço fraterno de quem muito te estima. Laerte.

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  7. Meu prezado Pedro Luso,
    Dizia minha avózinha
    Que Deus escrevia em linha
    Torta e de rumo confuso.
    Por isso, uso e abuso
    Dessa frase inteligente.
    Deus faz um plano e a gente
    Faz um particular plano
    Como frágil ser humano
    Que muito quer e não vê
    Que existe leis e à mercê
    Destas leis universais
    Orbitam os pobres mortais
    Que somos eu e você...

    Lindo teu poema, caro poeta amigo! Deus seja louvado, Abraço fraterno de quem muito te estima. Laerte.

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  8. Quem dera o tempo não nos fizesse tropeçar em nossos planos, elaborados com esperança e bem formatados. Dentro dos relógios, planos outros, para naufrágio e perdas. Belo, Pedro!

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  9. Mas o tempo, esse grande escultor, não pára.
    E hoje diz-me que a minha filha Mariana completa 19 anos.
    Abraço, boa semana

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  10. Os planos do tempo. Ninguém os conhece antecipadamente e é a própria vida que faz e desfaz o tempo...
    Tudo de bom para si,
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  11. Amigo Pedro, el tiempo no se detiene, sigue su curso, pero por desgracia los malditos gobernantes de este precioso planeta hoy más que nunca deberían unirse y luchar por un mundo más justo, equitativo y mirar por aquellos que en pleno siglo XXI aún mueren de hambre.
    El mundo no se ha recuperado de esta maldita pandemia que tanto daño ha causado y quien sabe si dentro de poco no asistiremos a otra, ¡Dios no lo quiera!, pero tengo la sensación de que este mundo dejó de ser el mundo que conocimos y ya jamás volverá a ser el mismo.
    Un abrazo de paz y felicidad amigo Pedro.

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  12. Tu poema es intenso y encierra una gran realidad.
    Han quedado muy inciertos los planes para el futuro.
    Creo que será difícil la recuperación normal.
    Un beso y mis deseos de un feliz Septiembre.

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  13. Boa noite, amigo Pedro,
    Poema sublime, onde a inquietação do poeta, está bem presente nestas belas palavras.
    Gostei muito.
    Votos de uma excelente semana, com muita saúde.
    Abraço amigo.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

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  14. Boa noite, amigo Pedro!
    Interessante abordagem poetica e, coincidentemente, estivemos conversando hoje sobra a Pandemia anterior na época dos nossos pais.
    Planos tivemos e foram desfeitos...
    O tempo brincou com o tempo e o Autor do Tempo vencerá nos trará planos novos e realizáveis a seu devido tempo
    Gostei muito.
    Tenha uma nova semana abençoada!
    Abraços fraternos

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  15. El tiempo y sus ciclos, sus pandemias, guerras, enfermedades, por mucho que queramos todo sigue su curso, y nos duele y desastibiliza, pero hay que seguir y levantarse de nuevo, todo pasa,,,y no sé si nos hace más fuerte, pero si nos ayuda a saber luchar sin decaer
    Estupendo poema
    Un abrazo Pedro

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  16. Pedro:
    necesitamos el orden a nuestro alrededor para sentirnos seguros pero la vida es irregular, quebrada, torcida.
    Tú lo expresas con muy bellas palabras y versos.
    Abraços.

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  17. È sempre piacevole leggere i tuoi versi.
    COMPLIMENTI!
    Buona serata, un abbraccio
    enrico

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  18. O tempo essa coisa "terrível" que não pára e nos trás sempre algumas surpresas.
    Um abraço e bom fim-de-semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  19. Una bella forma de describir la vida de la que nada sabemos que no ocurrirá dentro de muy poco tiempo, tal como nos a ocurrido con esta maldita pandemía que parece se hace mas débil.

    Saludos.

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  20. Olá Pedro!!
    Belíssimo poema o teu. Gostei do título "Curva do Tempo" porque penso que é justamente aí que o perdemos de vista, dada a celeridade  das coisas,  da vida, nos damos conta de que o tempo escoa por entre nossas mãos, igual areia,  e demoramos um longo "tempo" pra nos conscientizar  do quanto nos iludimos frente a uma realidade que muda a todo instante.
    Aplausos,  poeta. Gostei demais.
    Abraço fraterno

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  21. Boa noite, amigo Pedro,
    Passando por aqui, relendo este excelente poema que muito gostei, e desejar um feliz fim de semana, com muita saúde.
    Abraço amigo.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

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  22. Um poema sublime.
    Podemos fazer planos, mas o tempo e a vida podem trazer ventos contrários e o que pareciam ser certezas, acabam por ser um mundo de incertezas a que temos de nos adaptar.
    Beijinhos

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  23. Quem não sente inquietação com o desenrolar do tempo? Este é um Poema descritivo do caminho que o tempo leva e nele nos arrasta.
    Parabéns, Pedro.



    Abraço
    SOL da Esteva

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  24. Boa tarde Pedro
    Ninguém fica indiferente a este poema.
    Muito intenso e traduz muito bem a vida e o tempo actual.
    Não estamos nada à espera do que nos aparece e que deitam em baixo todos ou muitos dos planos que elaboramos para nossa vida
    Muito meditativo este trabalho.
    Desejo um óptimo fim-de- semana com muita saúde.
    Um beijo
    :)

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  25. Querido Pedro,
    Muito bom poema e disse tão bem.
    A "placa" deste momento é a lavagem cerebral em massa pela mídia, pelas escolas, faculdades e universidades que querem apagar a história e os altos valores morais.
    Isso é uma séria decadência do tempo presente e vamos orar duro a Deus por nos ajudar a vencer de todo o mal...
    Abraços,
    Mariette

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  26. O tempo troca-nos as voltas muitas vezes...
    Gostei do seu poema, é excelente. Os meus aplausos.
    Boa semana, caro amigo Pedro.
    Um abraço.

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  27. "Vingaram os planos do tempo", não os nossos.
    Quanta verdade este seu poema encerra, caro
    Pedro. Fomos apanhados numa curva que não
    soubemos ou não pudemos fazer. Pestes vindas de
    outros tempos que, juntando-se às deste tempo,
    fazem de nós joguetes.
    Boa semana, meu amigo.
    Abraço
    Olinda

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  28. Olá, amigo Pedro.
    Passando por aqui, para desejar uma ótima semana com saúde.
    Abraço amigo.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

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  29. Às vezes, a vida tem os seus próprios planos para nós... para testar a nossa capacidade de acertar, no desacerto geral... e o que nos faz pensar... nós ainda vivemos o suficiente para fazermos planos... mas há latitudes, onde nascer... já é sentença suficiente... tal o grau de incerteza, do dia seguinte!...
    Adorei ler esta poética curva do tempo, que tão bem espelhou estes tempos de agora... repletos de pestilências, de vária ordem... e o mais preocupante... que nos transmitem uma sensação de déjà-vu...
    Beijinhos! Feliz semana!
    Ana

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  30. De nuevo llego a estos versos que son espejo de lo que vivimos, y con mis saludos te dejo un abrazo Pedro

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  31. Este comentário foi removido pelo autor.

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  32. somos barro! sábios os homens que esperam a peste
    e a aceitam como destino...

    abraço, POETA

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  33. Lá vamos pelas curvas do tempo sem o controle do acelerador e nelas por vezes nos perdemos com nossos planos que não acertados pelo relógio do tempo com o seu desacelerador dos nossos planos.
    Gostei do poema, meu caro poeta. Você sabe domar as palavras para encaixá-las no tempo do tempo.
    Um abraço,

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  34. Oi Pedro, uma bela reflexão sobre o tempo e os caminhos engendrados pela vida. Penso que sonhamos e fazemos esboços mas a diretriz cabe a uma projeção superior ao nosso entendimento. e sempre mais adequada á nossa condição de aprendiz..
    Um abraço

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  35. Que tengas buen fin de semana Pedro
    Un abrazo

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  36. Um excelente poema.
    Lá vamos pelas curvas do tempo sem sabermos o que nos espera .
    Poema intenso que traduz muito bem a vida e o tempo actual.
    Abraço e brisas doces **

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muito obrigado pela sua leitura e comentário.
Meu abraço a todos os amigos.

Pedro Luso de Carvalho