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24 de set. de 2026

FARPAS DO TEMPO – Pedro Luso de Carvalho

 




FARPAS DO TEMPO

    - Pedro Luso de Carvalho




O velho saiu à rua

rua ladeada por prédios,

na misteriosa manhã

manhã sem som e sem eco.


O relógio na fachada

enorme e sem os ponteiros,

diante do velho assustado

sem saber para onde ir.


O homem na frente do velho

ao ser tocado virou-se,

era um homem sem rosto

que se esfacelou no chão.


Depois viu o carro fúnebre

caixão que se abriu na queda,

o velho viu assombrado

ali era ele o defunto.


Num gesto brusco acordou

depois abriu a janela,

e deixou o sol entrar

naquela manhã dourada.




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NOTA:

Escrevi este poema inspirado no filme sueco

“Morangos Silvestres” de 1957, dirigido por

Ingmar Bergman, na cena inicial do filme,

em que o velho médico tem um terrível

pesadelo.




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7 comentários:

  1. Grande mestre Pedro, a isto que chamamos de um sonho medonho, que faz pular da cama suado e assustado. O filme deve ser bem interessante que tanto lhe inspirou o poema com suspense.
    Gostei de ver esta imagem do relogio sem ponteiros.
    Abraços e feliz fim de semana para vocês.

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  2. Me gusto tu poema. Solo era una pesadilla. . Te mando un beso

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  3. Tudo envolve nossos passos silenciosos enquanto a cidade ainda hesita em acordar. O tempo passa e ninguém nos conta.

    Nova Tirinha Publicada. 😼

    Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.

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  4. Um sonho angustiante desencadeia um medo intenso e faz a pessoa acordar sobressaltada, geralmente com o coração acelerado. Viver significa não saber como controlar absolutamente nada.
    Saúde a você — Drª. Jéssica Mayra

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  5. Poema lindo e ,como diz o Toninho, o filme deve ser forte e de assustar!
    Bela poesia e inspiração!abraços, ótimo fds! chica

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  6. Quizás habré visto la película pero no la recuerdo.
    Sobre la poesía creo que nunca pensé que una pesadilla pudiera dar paso a un bello poema.

    Saludos.

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  7. A volte un sogno angosciante, ci fa riflettere sul benessere della nostra giornata.
    Un caro saluto Pedro

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Meu abraço a todos os amigos.

Pedro Luso de Carvalho