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| Os Despejados / Cândido Portinari - 1934 Brasil |
OS DONOS DA CANETA
- Pedro Luso de Carvalho
Onde está essa consciência escondida,
essa consciência dos frios burocratas
os fiéis funcionários do governo?
Estão em confortáveis gabinetes.
Eles são fiéis cumpridores de ordens
as ordens para o bem ou para o mal,
compete a eles a sua execução
e na espera de alguma recompensa.
Esses burocratas jamais vacilam
ignoram o mal que podem fazer,
e não lhes interessa o mal e o bem
eles cumprem o que devem cumprir.
A maldade pode bem vir do voto
e do voto saem os governantes,
a miséria fica longe das vistas
aos políticos interessa o ouro.
O eleitor também poderá ter culpa
da miséria não poderá esquecer,
então a sorte fica em suas mãos
quem sabe diminuirá a miséria.
_________________//_______________

Profundo poema. Te mando un beso.
ResponderExcluirUm bom fim de noite mestre Pedro.
ResponderExcluirA caneta nas mãos de pessoas prontas para executarem ordens, muitas vezes desalmadas e sem escrúpulos, que lavram o sofrimento dos menos validos. O poder que tudo devora impõe suas ordens e a caneta humildemente sangra a lavratura.
Sempre perfeito na critica ao sistema injusto e perverso.
Um abração e que a semana flua leve para vocês.
Pedro, seu poema nos recorda que a caneta pode assinar tanto a esperança quanto a indiferença. Gostei especialmente da forma como o senhor amplia a reflexão ao lembrar que a responsabilidade não termina em quem governa, mas também alcança quem escolhe. Um texto oportuno, que convida menos ao julgamento e mais ao exame de consciência. Meus cumprimentos por mais uma bela publicação.
ResponderExcluirAbraços
Daniel
Bom dia Pedro,
ResponderExcluirMagnífico poema!
A burocracia é um muro que trava o bom andamento das democracias.
Infelizmente está presente em todos os serviços públicos e faz lembrar tempos passados.
Beijinhos e feliz mês de Julho.
Emília
Uma grande realidade, os políticos não querem saber do povo, prometem muito nas eleições mas não cumprem, querem é sim, poder económico e social.
ResponderExcluirBrilhante poema!
Abraços e continuação de uma excelente semana
Como bien nos dices el funcionario aplica las leyes que dictan los políticos hasta la ultima coma. Y como bien nos dices a los políticos solo les interesan los votos en su beneficio, algo deberíamos mirar un poco mas a la hora de introducir el voto en la urna.
ResponderExcluirSaludos.
A caneta anda em mãos erradas,Pedro!
ResponderExcluirLinda poesia! abraços, ótimo JULHO! chica
Un poema muy realista y magnífico.
ResponderExcluirLo has expresado muy bien.
Feliz mes de Julio.
Un beso.
Amigo Pedro, boa noite de paz!
ResponderExcluirQue ordens do mal sejam cegas aos olhos dos donos da caneta!
O ouro é uma ganância aos prepotentes de todas as épocas, não muda nada ao longo dos anos...
Tenha dias de julho abençoados!
Abraços fraternos
Os célebres mangas de alpaca.
ResponderExcluirSem sentimentos e sem raciocínio.
Abraço
Olá, amigo Pedro.
ResponderExcluirPois é. Dentro dos seus gabinetes, não fazem ideia da realidade do que se passa no pais real. Infelizmente, é um problema em todos os países.
Excelente poema, estimada amigo.
Continuação de ótima semana, com tudo de bom.
Abraço de amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
A consciência humana não desapareceu; ela está em hibernação num coma induzido.
ResponderExcluirNova Tirinha Publicada. 😼
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.
Infelizmente somos responsáveis pela entrega das canetas aos destinatários e eles ganham o poder das nossas mãos .Enquanto não aprendermos fazer as escolhas as canetas indiscriminadamente trabalham para si.
ResponderExcluirUm poema singelo Pedro que nos faz pensar . Boa noite e meu abraço grande.
Oi, Pedro! Belo poema amigo. Infelizmente o início do problema é causado por quem coloca essa gente que só tem a maldade no coração no poder. Enquanto isso não mudar o cenário permanecerá o mesmo. Um abraço meu amigo.
ResponderExcluirPedro:
ResponderExcluira los gobernantes sólo les interesa du bienestar y permanecer en el poder.
Abraço e bom sábado.
Caro Pedro,
ResponderExcluirOs (falsos) detentores da caneta são os políticos que exercem o poder de decisão — um poder que emana do voto popular e das mãos dos cidadãos (as verdadeiras mãos), que desejam uma redução da pobreza e da desigualdade social. No entanto, devido a escolhas equivocadas, permanecemos estagnados, sendo um potencial "país do futuro" que, infelizmente, continua preso ao tempo verbal: "futuro do pretérito".
Política não é um emprego; talvez um dia os políticos entendam isso.
Bom final de semana!
Abraços!!!
El poder corrompe, aísla de la sociedad normal. La corrupción toma forma, la injusticia campa por calles y plazas arrasando al débil.
ResponderExcluirUn bello poema que denuncia, que pone voz, a tanta barbarie.
Saludos, Pedro.
Olá, amigo Pedro.
ResponderExcluirPassando por aqui, para desejar uma boa semana, com tudo de bom.
Abraço de amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Caro Pedro
ResponderExcluirNas mãos de alguns cabe a vida de tantos. A democracia parece uma palavra vã perante a insensibilidade e má consciência que impera. A partir do momento em o eleitor vota tudo pode acontecer. Por vezes esse voto vai na esperança de que as coisas se resolvam mas nem sempre isso acontece.
Um poema lúcido e de grande observação da sociedade em que se vive.
Abraço
Olinda
A política é sempre uma luta sem cartel, na busca do melhor equilíbrio social.
ResponderExcluirPelo menos tem esse objetivo.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Uma caneta tem poder, em mãos boas traz coisas boas, mas em mãos maus traz coisas ruins, Pedro boa quinta-feira abraços.
ResponderExcluirPrezado Pedro Luso,
ResponderExcluirO seu poema traz verdades irrefutáveis.
Tudo indica que os políticos "donos das canetas"
são conduzidos apenas por interesses próprios, e
não por sentimentos humanitários.E isso é tão
pérfido que chega a imbecilizar o homem.
Parabenizo o nobre amigo e imperador da poesia
contemporânea por mais esse belíssimo versejar
tão providencial, pois o mundo precisa, mais do
que nunca, de corações mais mansos, poéticos e
puros.
Que o fim de semana lhe seja proveitoso e feliz
extensivo à sua família e fique com meu fraternal
abraço araçatubense.
Pedro Luso me perdoe, mas a oportunidade é única. Reproduzo um Soneto alusivo:
ResponderExcluirEu sei bem que nada sei
Por não saber mesmo nada!
A ignorância é da lei
Que existe, determinada
Por gente de profissão
Que gere os dons do saber.
Esta a minha confissão,
Apenas para dizer
Que, ser livre e recatado
(Diz-se: bem-educado.)
Tem a raíz muito forte.
A Honra e dignidade
Serão, somente, a verdade
Mesmo para além da morte.
SOL da Esteva
O meu abraço,
SOL da Esteva
Olá, amigo Pedro.
ResponderExcluirPassando por aqui, para desejar uma boa semana, com tudo de bom.
Grande abraço de amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Olá, Pedro Luso!
ResponderExcluirAntes de votarem, os cidadãos devem ter uma compreensão clara dos objetivos das diferentes ideologias; nem todas são iguais.
A verdadeira democracia não deve esperar até o momento da votação, mas sim ser dinâmica, participativa e, acima de tudo, comprometida com o dia a dia.
Saudações da Espanha.
Boa tarde Amigo Pedro
ResponderExcluirUm poema de forte consciência cívica, que nos leva a reflectir sobre a responsabilidade partilhada entre quem governa, quem executa e quem escolhe.
Versos que recordam que a caneta e o voto podem, ambos, mudar destinos
Boa semana com saúde e paz.
Deixo um beijo.
:)