>

5 de mai. de 2026

ANALFABETOS NO BRASIL - Pedro Luso de Carvalho

 

Congresso Nacional - Brasília / Brasil



ANALFABETOS NO BRASIL

             - Pedro Luso de Carvalho



O homem tenta esconder a mágoa,

mas o olhar denuncia a lágrima,

ele está junto ao tabelião,

que lhe mostra onde assinar.


Ele não sabe assinar o nome,

e a mágoa sentida não passa,

é um dos tantos analfabetos,

nove milhões de almas na sombra.


O analfabetismo vai mais longe,

anda junto com a exclusão,

falo dos que sabem muito pouco,

quarenta milhões presos na névoa.


Brasil, inclua os excluídos,

inclusão é justiça social,

a exclusão é um rio sem margens,

um pássaro com asas quebradas.




________________//_______________





26 comentários:

  1. Que bonito lo dices. Un poema social que denuncia la exclusión de los más desfavorecidos, en este caso las personas que son analfabetas. Como tú muy bien dices, la exclusión es un río sin riveras que se extiende por todos los lugares.
    Un gusto la lectura Pedro.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  2. Um dos grandes problemas que Portugal durante a longa ditadura.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  3. Um olhar critico mestre sobre a realidade estampada na nação, que parece nçao sensibilizar os togados, ou mesmo lhes apraz manter estes olhos cegos da sabedoria, da oportunidade de questionar, de pensar e ser como outros. Os números assustam e revoltam, pois sabemos, que muitos projetos poderiam ser analisados e colocados em prática, mas nada se faz. Não interessa a inclusão, manter a cegueria em milhões facilita a manipulação e o cabresto.
    Lamentavel o linfografico de analfabetismo.
    Abraços e que a semana seja leve amigo.

    ResponderExcluir
  4. Tra analfabeti invisibili e ali spezzate, questo testo ricorda che l’esclusione non è un destino, ma una ferita che una società giusta deve saper guarire.
    Un caro saluto

    ResponderExcluir
  5. Una crítica excelente Pedro.
    Las dictaduras nos enferman.
    Feliz día Pedro.
    Un abrazo

    ResponderExcluir
  6. Amigo Pedro, bom dia de Paz!
    "O olhar denuncia a lágrima".
    Näo só no analfabetismo, mas em muitos pontos...
    Um poema sentido
    Tenha dias abençoados!
    Abraços fraternos

    ResponderExcluir
  7. Un poema que nos denota un problema que en ciertas partes del mundo nos encontramos como una rara avis, pero como reflejas hay algunos.
    En España cuando estudiaba en el colegio nos decían que hace cien años el analfabetismo era muy grande, pero en una ocasión encontramos un censo del año 1909 de toda provincia de Palencia y nos llevamos una sorpresa cuando vimos que muy pocas personas no sabían leer y escribir.

    Saludos.

    ResponderExcluir
  8. É dureza essa realidade dolorosa, essa barreira que impede o exercício da cidadania e da dignidade.
    O "olhar que denuncia a lágrima" diante do tabelião, revela o tamanho da humilhação a quem foi privado do direito de ler e escrever.
    Potente a seu poema. Potente essa denúncia social.
    Parabéns, amigo Pedro!
    Um abraço,

    ResponderExcluir
  9. Oi, Pedro! Um poema doloroso, mas necessário. É inadmissível um país como o Brasil ter gente analfabeta. Isso é uma vergonha nacional sem tamanho, não? É revoltante. Um abraço!

    ResponderExcluir
  10. Es un placer leer un poema tan realista y significativo.
    Un tema relevante que has sabido reflejar muy bien.
    Un beso.
    Feliz mes de Mayo.

    ResponderExcluir
  11. Tudo tem seu endereço e esse perverso plano,
    Ideológico e insano, pôs o país do avesso.
    Há que haver um recomeço também a educação.
    Pôr o Freire no lixão e voltar ao bê-á-bá
    Com a doutrinação pra lá e a disciplina em ação.

    O teu poema cala fundo e diz
    Da exclusão do ser a depender
    Do poder do Estado feito um ser
    Que não chegou a ser um aprendiz
    Mas “massa de manobra” como quis
    A vil esquerda que aparelhou tudo.
    Mas tudo passará e eu não me iludo,
    O fim dos tempos já chegou à porta.
    Novos tempos virão e o que conforta
    É que o ensino obtuso, fique agudo.

    Abraços fortes e fraternos. Laerte Tavares

    ResponderExcluir
  12. Olá, Pedro.
    Que poema tão verdadeiro! Não é admissível que o Brasil tenha ainda tantos milhões que não saibam ler mas o pior ainda é outros tantos estudantes analfabetos funcionais, que não conseguem entender o que leem. Onde o Brasil pretende chegar com esse nível de educação?

    ResponderExcluir
  13. Pedro bom dia, aqui no Brasil há muitos analfabetos, e muitos são ignorados, essa é uma situação triste, Pedro feliz sexta-feira abraços.

    ResponderExcluir
  14. Pedro, concordo com cada palavra que você disse.
    Eles têm voz, só que não queremos ouvi-los. Na maior parte das vezes, o resto da sociedade evita compromissos, principalmente se isso significar pagar impostos.
    Tenha um ótimo fim de semana! 😘

    ResponderExcluir
  15. Um poema triste e verdadeiro, Pedro
    São muitos os que tem" asas quebradas" e não conseguem voar.
    Deixando um abraço e votos de boa semana ,amigo.

    ResponderExcluir
  16. Boa tarde Pedro,
    Um poema magnífico sobre um tema que faz doer o coração.
    Muito triste, que nos dias de hoje, ainda haja tantas pessoas sem saber ler e escrever.
    Que em breve essa situação possa se inverter, para bem dos próprios e para o desenvolvimento do País!
    Beijinhos e um ótimo fim de semana.
    Emília

    ResponderExcluir
  17. Pedro:
    la pobreza está muy unida al analfabetismo. Hay que seguir combatiéndolos.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  18. Caro Pedro
    O analfabetismo é na verdade uma cegueira em vida.
    Olhar para um papel escrito e não saber o que nele
    representa os símbolos é na verdade uma tristeza sem
    igual. Não saber escrever o nome outra infelicidade.
    O seu poema põe a nu esta situação da qual nem sempre
    nos lembramos.
    Boa semana, amigo.
    Abraço
    Olinda

    ResponderExcluir
  19. Un magnífico poema, Pedro, levantando la voz de los excluidos para que puedan ser incluidos y tener oportunidades de mejorar.
    El analfabetismo crea vulnerabilidad y fácil adoctrinamiento.
    Enhorabuena por el poema.
    Saludos.

    ResponderExcluir
  20. We have large Brazilian communities here in the United States, spread across several American states, and most of these people share your perspective.
    (ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.

    ResponderExcluir
  21. Bom dia, Pedro Luso.
    Em "Analfabetos no Brasil" você traz verdades incontestáveis
    a respeito desse freio imposto contra o desenvolvimento que
    é o analfabetismo.
    É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda existam pessoas
    adultas quem não saibam sequer escrever o seu próprio nome.
    Causa melancolia e atemoriza saber que, pelo menos a curto
    e médio prazos, não mudará tal situação de desamparo que
    envergonha nosso país.
    O último verso desse seu poema é um encantamento só.
    Sensacional!
    Meus efusivos parabéns por seus sentimentos altruísticos
    e poética de beleza singular.
    Feliz semana é o que lhe desejo com saúde, alegrias e paz.
    Cordial e fraterno abraço.

    ResponderExcluir
  22. Boa tarde Pedro
    Este poema retracta, com sensibilidade e forte consciência social, a dor silenciosa do analfabetismo e da exclusão.
    A simplicidade das imagens ,como a lágrima escondida ou o pássaro de asas quebradas, intensifica o impacto emocional do texto, dando voz a milhões de pessoas esquecidas à margem da sociedade.
    Um poema humano, directo e profundamente necessário.
    Deixo um beijo.
    :)

    ResponderExcluir
  23. Olá, realmente o analfabetismo é uma tristeza... abraços!

    ResponderExcluir
  24. Hola, Pedro.
    Ser analfabeto es estar en los márgenes de la sociedad. ..¡qué importante es dar alas y enseñar a volar!
    Un abrazo desde Segovia.
    Feliz día.

    ResponderExcluir
  25. Pedro,
    Seus versos são uma
    oração a favor da liberdade
    e do conhecimento com
    Educação para todos
    Lindo e necessários
    Versos
    Bjins
    CatiahoAlc.

    ResponderExcluir
  26. É uma dura realidade que infelizmente perdura em muitos lugares. E as pessoas sentem-se tão excluídas que até magoa. Um poema cheio de sensibilidade.
    Tudo de bom, meu amigo Pedro.
    Um beijo.

    ResponderExcluir

Logo seu comentário será publicado,
muito obrigado pela sua leitura e comentário.
Meu abraço a todos os amigos.

Pedro Luso de Carvalho