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31 de mai de 2018

[Poesia] PEDRO LUSO – As Mãos



AS MÃOS
PEDRO LUSO DE CARVALHO


Eu vi meu pai, as longas mãos,
uma mão sobre a outra, unidas
mãos vistas por outros órfãos,
nas doídas despedidas.

Faz-se presente esse dia
tempo mora na memória –
suas mãos não mais veria,
acabara a luta inglória.

Da infância, recordação
dos perigos protegido,
conduzido pela mão
daquele pai tão aguerrido.

Lembro ter pousado as mãos
sobre as duas águias frias,
eram iguais nossas mãos.
Não sinto estas mãos vazias.



*  *  *



37 comentários:

  1. Maravilhoso poema. Parabéns:))


    Hoje:- Olho o horizonte...Silêncio absoluto.

    Bjos
    Votos de uma óptima noite.

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  2. ¡Conmovedor homenaje a quién te generó la vida, amigo Pedro!

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  3. Emocionante,tocante....Temos saudades das mãos dos nossos pais... LINDO! abração,chica

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  4. Que lindo poema, inspiração de lembranças em que nos leva ao tempo de infância, saudade da segurança de andar de mãos dadas com o pai, ah, sinto tanta saudade do meu pai, acho que tudo o que fazemos nos lembramos dos nossos pais, como eles reagiriam, como perceberiam os tempos atuais!
    Que lindo vir aqui, sempre tenho resgates lindos de lembranças de minha infância, adoro me lembrar dos meus pais!
    Abraços apertados querido amigo poeta sensível, Pedro!

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  5. Estas manos que nos dan apoyo en nuestros andares, saludos.

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  6. Un bello recordatorio de esas manos tan reveladoras y protectoras en esos años de la infancia, y es que las manos son una de las expresiones mas bellas de los sentimientos.
    Me gustó leerlo Pedro.
    Un abrazo.

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  7. As mãos do pai: fortes, seguras, carinhosas, a protegerem de todos os sustos… Assim se lembra da infância num poema maravilhoso, meu Amigo Pedro.
    Um bom fim de semana.
    Um beijo

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  8. Ricordi delle nostre origini, il cui calore delle mani, ancora ci manca...
    Un caro saluto, Pedro,silvia

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  9. Felicidades. Refleja mucha sensibilidad.
    Saludos

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  10. Um belo poema sobre as mãos do pai.
    Mãos que educam, que afagam, que protegem.
    Abraço e bom fim de semana

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  11. Maravilhoso!
    A última vez que vi meu pai vivo, reparei exatamente nas mãos dele; uma segurava o garfo, e a outra, um pãozinho. Aquela foi a última vez que almoçamos juntos, em casa. Ele estava feliz. Almoçou e depois ele saiu, dizendo que ia jogar cartas com amigos. Morreu de repente, enquanto estava jogando.

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  12. Mãos!
    Mãos que me carregaram ao colo, protegeram, alimentaram, indicaram caminhos, confortaram, curaram, acenaram... Mãos que gelaram quando o coração de repente parou.
    Eram mágicas as mãos do meu pai.
    Mágicas como as mãos do teu poema, amigo Pedro.
    Abraço.

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  13. Muito emocionante e me tocou demais, pois lembrei das mãos preciosas, carinhosas e seguras do meu pai.
    Beijos e um feliz sábado!

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  14. Que belíssimo poema, querido! As mãos dos nossos pais deixaram suas marcas em nossas memórias, talvez pela segurança, pelo rumo que deram em nossas vidas. Lembro das mãos do teu pai, eram mãos fortes, de um homem que foi muito forte e significativo para tua família. Sua personalidade parecia que estavam nas mãos. E também lembro das mãos do meu pai, fui a que cruzou suas mãos em seu leito... Terrível essa lembrança, uma despedida que eu nunca gostaria de ter.
    As mãos nos dão significados especiais. Tanto nos homens como nas mãos delicadas das mulheres. Assim ficamos com dois parâmetros visuais na vida, a delicadeza de nossas mães e a fortaleza de nossos pais, porém ambos exemplos com muita determinação e garra de passar aos filhos seus legados de vida retilínea.
    Beijinho.

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  15. Boa tarde Pedro,
    Um poema muito belo de homenagem ao pai recordando as mãos fortes que sempre protegiam. Como não lembrar?
    Um beijinho e bom fim de semana.
    Ailime

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  16. Poema sublime. Deixou-me, como sempre, poeticamente fascinado.
    * Utópicos versos rimados num abraço entre namorados ( Poetizando) *
    .
    Deixando um abraço poético

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  17. Um poema que me tocou particularmente, Pedro. Perdi o meu pai aos 12 anos... já não lembro da sua voz... mas das suas mãos e rosto... com as características mais vincadas, pela doença, nos últimos tempos... impossível esquecer...
    Beijinho! Bom fim de semana!
    Ana

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  18. Deslumbrante e comovente Pedro por nos trazer recordações das mãos que nos amparava e guiava pelos caminhos da vida
    Um abraço e uma excelente semana

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  19. E eu sinto a mão do meu filho,
    Meu amigo Pedro Luso!
    Tu me deixaste confuso:
    Sou filho e no estribilho

    Virei pai no mesmo trilho
    Que meu pai seguiu, e eu uso
    Esse trilho, como intruso
    Sendo pai, me maravilho

    Quando pego em minha mão
    A mãozinha do filhão,
    Pois vem-me à memória o pai

    Dá-me amor no coração.
    Sinto Deus na ocasião
    Indo aonde o filho vai.

    Pedro, lindérrima a tua poesia! Fico cada vez mais feliz quanto te sinto crescer com teus poemas, visto que poesia é retirar o abstrato da alma e dar à luz, a luz que a alma tem.
    Eu consigo fazer versos sem alma e sem poesia e tu fazes versos com poesia e com alma! Parabéns! Abraço fraterno do amigo de sempre. Laerte.

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    1. Amigo Laerte, poeta de inegável talento, fiquei muito contente em ver que minha poesia te inspirou para escrever a tua poesia ligando o teu filho ao teu pai e a ti. Gostei muito da tua poesia (no comentário), dedicada a ele. Também me deixou contente ao saber da tua avaliação ao meu poema, o que é sempre um estímulo, principalmente vindo de um amigo sincero.
      Meu grande abraço, boa semana para ti e família.
      Pedro

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  20. Um belo poema meu amigo de homenagem aos nossos pais com as suas mão protectoras.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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  21. Bonito poema. Já tinha saudades de passar por aqui. Espero ter mais tempo para andar pela blogosfera em breve.
    Abraço
    Rui

    Olhar d'Ouro - bLoG
    Olhar d'Ouro - fAcEbOOk

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  22. Spesso un gesto fatto con la mano vale più di mille parole.
    Bel poema. Felice mese di giugno, un abbraccio
    enrico

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  23. Pedro Luso
    Mãos sentidas, mãos doridas por ver o proteger, acariciando, com nevoeiros menos claros (!).
    Abraço

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  24. mãos que alongam em cada um de nós
    lembro a de meu pai - mãos largas, de semeador...

    belo, terno e sensível poema

    caloroso abraço, meu caro amigo Pedro Luso

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  25. Pedro, hoy nos has dejado un poema maravilloso acerca de las manos protectoras que tanto afecto nos dieron y que marcaron nuestra vida.
    La fotografía es muy bonita.
    Abrazos

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  26. Lembranças muito doídas estas, Pedro e agora eu já as conheço bem, como sabes. São tristes, mas, penso que as devemos deixar vir quando quiserem; a morte é um acontecimento inevitável, mas os seres que se vão têm que ser recordados por nós, principalmente quando se trata daquelas mãos que arduamente trabalharam para que nada nos faltasse; com maior ou menor dificuldade passaram para nós os valores em que acreditavam e deram o seu melhor para que fossemos cidadãos de verdade. Lembro sempte do meu pai e, acredita, Pedro, às vezes ainda me parece que ele está lá, sentado na sua cadeira de rodas, com o olhar perdido, respondendo às perguntas da minha mãe que tentava tudo para o despertar da sua " ausência " . Estava presente e agora já só está nas nossas lembranças e na saudade que, principalmente a minha mãe sente do companheiro de quase 70 anos. Desculpa, amigo, mas era inevitável que eu falasse do meu, apesar do belo poema ser de homenagem ao teu. Gostaria também de lhe fazer um poema, mas...falta-me essa capacidade de poetisa. Parabéns, amigo e obrigada por me teres permitido esta " carona " nos teus versos. Não te pedi licença, mas sei que não te importas. Um beijinho e boa noite
    Emilia

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    1. Emília tu serás bem-vinda sempre.
      Ficamos sabendo por ti, Taís e eu, da doença de teu pai, e dos seus últimos dias de vida. Por isso, não me surpreende que o meu poema tenha despertado lembranças em ti. Quanto à "carona", que dizes ter pegado na homenagem que fiz ao meu pai, agradou-me que te tivesse dado algum alívio. Este poema deve servir para todos os filhos que tenham pedidos os seus pais.
      Beijo.
      Pedro

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    2. Muito obrigada, Pedro, pelo carinho. Gostei deste " miminho" ! Beijo aos dois queridos amigos
      Emilia

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  27. Enhorabuena por haber podido cobijar sus manos en las manos fuertes y protectoras de su padre, es usted un hombre afortunado por conocer ese gesto y transmitir su fuerza a sus hijos.
    Ese calor y su imagen le acompañarán toda la vida.
    Feliz fin de semana.

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  28. Un poema muy bello y emotivo.

    Hermosos y dulces recuerdos.

    Un beso.

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  29. Versos doridos, mãos que não mais afagam. Bonito e expressivo sentir!
    Só quem já passou por isso é quem sabe o tamanho da saudade.
    Bom final de semana .
    Abraço Pedro!

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  30. Aqueles que amamos prevalecem eternamente no nosso pensamento.
    Uma bela e sentida homenagem ao seu pai.
    Maravilhoso poema.
    Bom domingo e uma excelente semana.
    Beijinhos
    Maria
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  31. Unas manos puede expresar mucho en la persona y sobretodo si vas cogido a ellas.

    Las manos de un padre, siempre están dispuestas a proteger a sus hijos y la mujer que les dio la vida.

    Precioso poema en recuerdo de tu padre.

    Besos

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  32. Mãos que se tocam, que se apertam em vida e se deslaçam na despedida.
    Talvez o calor das mãos nunca nos abandone.
    Belo poema, Pedro!

    beijinho.

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  33. Este seu poema é tão especial, vai além da perfeição
    expressiva e linguística. Toca no sublime do sentir
    das mãos dadas do amor paternal, a proteção que abraça
    silenciosamente a alma!...
    Muito, muito belo, Pedro.
    Fiquei emocionada na leitura, meu amigo...
    Bj.

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  34. Boa tarde, Pedro,
    o que dizer de um poema que mexeu com minhas emoções, soltaram minhas lágrimas, ao lembrar do meu amado pai que há poucos anos se foi, sempre foi um pai cuidadoso, amoroso, trabalhador, um pouco sofrido no início da vida, mas sempre foi um pai exemplar, o meu pai. Desculpe-me por falar aqui, sobre o meu pai, pois o poema é seu, mas não há como evitar, visualizei as grandes mãos do meu pai. Belíssimo poema. Nota máxima. Abraço!

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PEDRO LUSO