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| Palácio do Congresso Nacional / Brasil |
A ARTE DO JOGO POLÍTICO
- Pedro Luso de Carvalho
Velhos políticos sabem muito,
eles sabem muito do caminho,
conhecem as retas e as curvas,
são pássaros para grandes voos.
Conhecem o caminho das urnas,
abraçam os pobres como amigos,
sabem onde ficam suas casas,
e entram pelas portas do fundo.
Novos políticos logo apreendem,
eles aprendem muitos segredos,
ser amigos dos pobres ajuda,
uma amizade por curto tempo.
A aprendizagem continua,
eles logo serão novos ricos,
eles viverão luxuosamente,
e terão amigos poderosos.
Novos políticos sabem muito,
agradecem aos velhos políticos,
mas dos pobres não se lembrarão,
divertem-se na festa da vida.
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Poema radiografia da politica que se aplica na "terra brasilis", onde os currais eleitorais se moldam rapidamente a cada pleito eleitoral. Confiam na tal memoria fraca do povão, que em tempo curto de quatro anos parecem quatrocentos e assim estes novos abutres vão sobrevivendo desta amnesia politica do povo jogado nos becos, e comunidades mais pobres.
ResponderExcluirLamentavel saber desta máquina amigo Pedro, mas seu poema vem jogar o leite ruim na cara destes politicos não democráticos e locupletadores.
Finda a folia agora vem as cinzas das dificuldades escondidas sob fantasias amigo.
Um abração e boa semana para vocês.
Una riflessione amara e lucidissima sul potere che promette vicinanza e poi dimentica, lasciando i poveri fuori dalla festa.
ResponderExcluirUn caro saluto
E que aprendizado eles conseguem ter e transmitir...Afff. Haja festa! E o povo é apenas o povo...
ResponderExcluirLinda poesia! abraços, tudo de bom,chica
Un poema que retrata a la perfección a los políticos de todos los tiempos. Por aquí tenemos un dicho "si estas falto de abrazos, date una vuelta por los mítines electorales".
ResponderExcluirSaludos.
Amigo Pedro, boa tarde de Paz!
ResponderExcluirO jogo politico enoja os eleitores...
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Una magnífica y muy acertada reflexión!!.
ResponderExcluirUn verso que desprende una gran verdad.
Te felicito.
Feliz semana.
Un beso.
Fui militante de um partido político.
ResponderExcluirSeis meses.
Não aguentei o que via.
Deixava-me doente.
Abraço, bfds
Vedo che i politici si comportano tutti nello stesso modo. CHE TRISTEZZA!
ResponderExcluirBuon weekend, un abbraccio
enrico
Eu sempre digo às minhas amigas e às colegas de trabalho que na hora da transição os políticos dizem a receita de como agir antes, durante e após o mandato, sobretudo na campanha eleitoral. Essa sua poesia retrata fielmente o modo de agir dessas raposas velhas e ensinam com muito êxito as novas raposas.
ResponderExcluirBeijos!
Prezado amigo e poeta Pedro Luso.
ResponderExcluirNessa quintilha espetacular você discorre
com precisão e de forma irretocável a arte
que os políticos, em sua grande maioria,
utiliza em suas atuações não só para
enganar o povo, mas também para se
perpetuarem no poder deixando os mesmos
exemplos nefastos para os novos políticos.
A ciranda se repete a cada nova eleição e,
pelo "andar da carruagem", não há perspectiva
de mudança, pelo menos a curto e médio prazos.
Meus efusivos parabéns, saúde, paz e um
fraternal abraço.
Caro amigo Pedro,
ResponderExcluirNão existe nova política ou um novo jeito de se fazer política, quem diz isso está sendo demagogo e só quer enganar o povo. Os jovens que ingressam na política já vem carregados de tudo o que existe na velha política, portanto mesmo que eles tenham ideais são engolidos por um sistema que está aí desde os primórdios de quando o Brasil se tornou uma república.
Um abraço!
De um modo geral (há exceções) os políticos são uns aldrabões. E por vezes são corruptos. Os pobres não são contemplados nas políticas de fundo.
ResponderExcluirMagnífico poema, gostei imenso.
Boa semana.
Um abraço.
Meu Amigo Pedro, não gosto do jogo político. A política em geral é enganosa e não nos ensina o caminho da verdade.
ResponderExcluirUma boa semana.
Um beijo.
Bem já dizia o samba do Bezerra da Silva:
ResponderExcluir"Ele subiu o morro sem gravata, foi lá na tendinha e bebeu cachaça até bagulho fumou."
Esses caras são uns ator, Pedro.
Uma boa e leve semana.
Exactamente !
ResponderExcluirO actual grupo governamental português é um exemplo disso, infelizmente.
Abraço caloroso , meu caro amigo, boa semana .
Un poema lleno de verdad, Pedro.
ResponderExcluirEs así como ocurre. Utilizan a los pobres para llegar al poder y luego ni se acuerdan de ellos. Pura estrategia electoral.
El poder corrompe y es capaz de controlarnos.
Saludos querido amigo.
Pedro,
ResponderExcluirTenho impressão que
no mundo todo a situação
é a mesma e nós eleitores
quase não temos o que fazer
se não prestar muita atenção.
Gosto muito quando a Poesia
nos diz verdades sem perder
a beleza e a delicadeza.
Linos versos sempre.
Bjins de linda nova semana
CatiahôAlc.
Olá, amigo Pedro.
ResponderExcluirVerdade inquestionável. Os políticos sabem a "missa" toda. Nós, é que temos que estar com olhos e ouvidos bem atentos, para não irmos na cantiga deles.
Excelente poema. Gostei bastante.
Abraço de amizade, e continuação de boa semana.
Mário Margaride
Hello Pedro, I am not a fan of politics and don't believe everything the politicians say.
ResponderExcluirOs políticos só lembram dos pobres na época das eleições. Pedro obrigada pela sua visita volte sempre, feliz quarta-feira bjs.
ResponderExcluirPedro, hermoso y triste poema con una realidad que asusta.
ResponderExcluirGracias por visitar mi blog, Tais es divina y una gran poeta, me encantan sus relatos.
Que tengas un hermoso y feliz día, que Dios los bendiga, hasta pronto.
Besitos a Tais y a ti queridos amigos
Costumo dizer que já não se fazem políticos como antigamente, mas, se pensarmos bem, o povo também tem mudado muito; aqui em Portugal, houve casos que vieram a público, de corrupção e falta de ética e, no entanto, esses mesmos ganharam as eleições e porquê? Infelizmente, a ética perdeu-se na sociedade em geral; toda a gente se atropela, na ânsia de ter cada vez mais, sem qualquer escrúpulo. Os políticos são fruto da sociedade em que vivem e da educação que receberam. Hoje em dia, os pais não sabem educar os filhos e não têm tempo para eles, tamanha é a correria. Não víamos isso no passado, onde a palavra dada era lei. Há pouco tempo tivemos eleições para presidente da República que, aqui, não governa pois temos um sistema parlamentar e o que fiz eu, Pedro? Votei no menos ruim. Não é obrigatório, o voto, mas, eu, faço questão de exercer esse meu direito que tanto nos custou a ter
ResponderExcluirAs tuas palavras não são só o retrato do que se passa no Brasil, mas sim, do que se passa na politica em geral e em todo o mundo. Mudam-se os tempos, mas as vontades continuam cada vez piores.
Obrigada, Amigo! Deixo-te um beijinho e votos de saúde e serenidade perante um mundo tão perigoso
Emília 🌻🌻
Um poema lúcido e direto, que expõe com ironia serena os ciclos viciados do poder.
ResponderExcluirA repetição estratégica reforça a ideia de que, no jogo político, mudam os rostos, mas raramente mudam as práticas.
Uma crítica social clara, acessível e infelizmente intemporal.
Deixo um abraço.
:)
Boa tarde Pedro,
ResponderExcluirMagnífico o seu poema em que se deduz bem dos jogos políticos para alcançar votos e poder!
E assim se vai brincando com os sentimentos do povo.
Beijinhos e um bom fim de semana.
Emília
Olá, amigo Pedro.
ResponderExcluirPassando por aqui, para desejar um bom fim de se semana, com muita saúde e paz.
Abraço de amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Olá Pedro! Um poema maravilhoso e verdadeiro, especialmente agora, quando o populismo se espalha pelo mundo e as diferenças de classe entre as pessoas se aprofundam.
ResponderExcluirMuito obrigada por visitar e comentar no meu blog. Um abraço e tenha uma ótima semana!
Meu amigo, sou profunda admiradora desse grande arquitecto modernista brasileiro que foi Niemeyer!
ResponderExcluirUm poema harmonioso e cheio de sabedoria. Gostei muito.
Um beijo
A carreira política passou a ser um elevador social.
ResponderExcluirAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Pedro:
ResponderExcluirlos jóvenes políticos siempre aprenden lo malo.
Abraço.