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2 de jan. de 2026

UMA AUSÊNCIA – Pedro Luso de Carvalho

 

Pôr do Sol, Porto Alegre / RS



                                             UMA AUSÊNCIA

         - Pedro Luso de Carvalho



Há uma cadeira vazia,

cadeira vazia na sala,

uma ausência sempre sentida,

som de uma voz que se cala.


A memória ali presente,

a memória viva na sala,

lembrança de lutas travadas,

coragem e fraquezas juntas.


Pensamento vivo e liberto,

tinha a liberdade no prumo,

ser livre era uma ordem,

que a todos devia servir.


Pois essa cadeira vazia,

um móvel e uma lembrança,

com as lições de vida reta,

ausência e presença na sala.




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6 comentários:

  1. Un verso che trasmette con delicatezza il peso e la presenza invisibile di chi manca, tra memoria e insegnamento.
    Buon 2026 Pedro

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  2. Linda poesiaa,Pedro e creio em muitas casas faltaram pessoas e sobraram cadeiras... abraços, chica

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  3. Boa noite, amigo Pedro.
    Há sempre ausências presentes, que sentimos dentro da nossa casa.
    Poema sentido e profundo que muito gostei.

    Deixo os meus votos de um bom fim de semana, e continuação de Feliz Ano de 2026, com muita saúde, amor e paz!

    Abraço de amizade

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  4. Pedro, meu amigo, faz tempo que não dou o ar de minha graça para sentir o calor da sua poesia, uma voz que esteve calada por aqui durante algumas semanas, só agora me dei conta.
    O ano velho já caducou, já estamos no Ano Novo, que aproveito para deixar-lhe um abraço e desejar que o ano vigente lhe traga muitas alegrias, muitas realizações, que o povo brasileiro descubra o caminho das urnas com lucidez.
    Muito belo o poema, que me fez lembrar da música de Sérgio Bittencourt:
    "Naquela mesa ele sentava sempre
    E me dizia sempre o que é viver melhor
    Naquela mesa ele contava histórias
    Que hoje na memória eu guardo e sei de cor... "
    Naquela Mesa", de Sérgio Bittencourt, é uma canção sobre o luto e a saudade do pai, o bandolinista Jacob do Bandolim, após sua morte em 1969, retratando o vazio deixado por ele, a dor da ausência e a reconciliação póstuma entre pai e filho, expressando a universalidade da perda familiar através da figura simbólica da mesa onde o pai costumava sentar.
    Um grande abraço, meu caro poeta!
    Um ano novo de muita paz!

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  5. Melancólico poema. Te deseo un feliz año.

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  6. Amigo Pedro, feliz 2026!
    Sempre teremos uma cadeira vazia em nosso coração.
    Tenha dias abençoados e felizes!
    Abraços fraternos

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Meu abraço a todos os amigos.

Pedro Luso de Carvalho