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14 de fev de 2018

[Poesia] PEDRO LUSO – A Minha Cidade






A MINHA CIDADE
PEDRO LUSO DE CARVALHO



Quem poderá medir a infinda tristeza,
por todos sentida, na minha cidade,
ruas e praças com encanto perdido?

Centro da cidade, sinto dor e pena,
as nódoas do tempo urdem tanta feiura.
Não será o centro palco da cidade?

Na manifesta dor, lágrima traiçoeira
pela dor da cidade, que me adotou,
ápice do brilho de um tempo dourado.

Lembranças tenho daquela Porto Alegre,
no centro enfeitada com praças e ruas,
moças nas ruas, passarelas de sonhos.

Alguém me diga onde estão as floridas ruas,
as belas ruas de Mário Quintana,
aonde, em lento andar, tecia poemas.





     *   *   *






33 comentários:

  1. Un senso nostalgico, in questi bei versi,per commemorare, quasi, la bellezza perduta di una città fiorita
    Sempre bello leggerti, Pedro, un caro saluto,silvia

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  2. Tão bonito. Parabéns, fiquei encantada :))

    Hoje:- Pétalas em paixão silenciosa.
    .
    Bjos
    "Feliz dia dos namorados"
    Votos de uma boa Quarta-Feira.

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  3. Bonito poema.
    Porto Alegre foi uma das primeiras cidades brasileiras a implementar, digamos assim, o orçamento participativo baseando-se no modelo de Toronto. E com muito sucesso, tanto quanto sei. Fui convidada, na altura, a participar numa comissão que ia visitar a cidade, mas por razões de compromissos já agendados, não pude ir.

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  4. Sobraram apenas as flores,os verdes ...Mas a insegurança tirou a alegria. Deixou Porto Alegre triste!! PENA! abraços,chica

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  5. Querido amigo poeta Pedro, somente a alma sente tanta tristeza em ver a nossa cidade, a que nos viu nascer e crescer, sendo aos poucos destruída!
    Quando conto aos meus netos, agora crescidos em fase de adolescência, sobre a minha 'Sampa", do meu tempo de criança, eles ficam quase que sem crer, pois conhecem a cidade de agora, onde tudo reina, desde a beleza e o seu contraste!
    É assim meu amigo, ainda bem que ficou a imagem do que era, se sofre hoje de saudade, você de sua Porto Alegre e eu da minha "Sampa"!
    Amei ler aqui, belos versos que mostram a saudade de uma bela época!
    Abraços apertados!

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  6. Maravilhoso poema!!

    Beijo.
    Feliz São Valentim, para quem é o caso.

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  7. Pedro não é só a sua cidade estar dessa forma, aqui em São Paulo (capital) dá vergonha em dizer que somos paulistas, pois não vemos mais o que víamos, apesar da evolução, hoje só vemos sequestros, assassinatos e roubos.
    O medo de sair de casa é muito grande, infelizmente.
    Belo texto.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  8. Las ciudades se van degradando y perecen si no se las cuida, si no se modernizan resultan algo decadente y triste. No conozco tu calle pero aquí también existen ejemplos de ese tipo.
    Un abrazos.

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  9. Tristemente bello este poema.
    Precioso estimado amigo Pedro
    Abrazo.

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  10. Oi, Pedro Luso...estive em Porto Alegre na década de 60 e é dela que tenho lembrança, poética assim como era minha juventude...o seu poema reflete em palavras e saudosismo o que nós paulistanos sentimos quando vemos a nossa cidade degradada ...mas o que mais sentimos é saber que tudo isso é fruto de decadência social e econômica e sobretudo da destruição dos valores
    que norteavam a dignidade.
    Um abraço

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  11. Tão triste Pedro. Que pena que a cidade tenha perdido o encanto e a segurança.
    Um abraço.

    E no Sexta hoje é dia de poesia.

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  12. Qué triste estimado Pedro, saber aunque sea en forma tan poética, de la decadencia de una ciudad tan prestigiada y famosa.

    Abrazo austral.

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  13. Os poetas são uns sonhadores, meu Amigo Pedro. A realidade mostra-se tão diferente que a nostalgia fere o coração de quem acreditou numa cidade melhor...
    Um beijo.

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  14. El tiempo pasa, las ciudades prosperan y el encanto de antaño se pierde, sólo quedan los recuerdos que aún conservamos de ellas-
    A las bellas rosaledas de flores multicolores, las ha invadido el asfalto y ya nada puede ser igual, es una pena.
    La última vez que estuve en mi tierra, casi no la conocía.
    Cariños.
    kasioles

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  15. Olá Pedro!
    Entendo a tua «infinda tristeza».
    Entendo porque também a sinto quando passeio pelo centro de Lisboa, agora demasiado turística, e vislumbro o abandono, a degradação, a sujeira de alguns recantos. Felizmente, ande por onde andar não sinto medo e isso me anima a alma e faz voltar.
    Calma amigo, o dia chegará em que de novo verás as ruas floridas e moças desfilando em «passarelas de sonhos”. O Brasil vai voltar a sorrir e tu escreverás sobre a tua cidade versos de infinda alegria.
    Abraço.

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  16. Linda postagem!
    Que rua deliciosa esta!

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  17. Un bonito poema de nostalgia.
    Hay ciudades que sus calles céntricas siguen estando tan bellas como antaño, lo único que hay que ir más vigilante con los bolsos, porque los cacos están a la orden del día.
    Un abrazo.

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  18. Nostalgia de lo que fue...
    A veces me cuesta creer que hemos perdido el paisaje de la infancia, de la adolescencia, una vieja esquina florida donde nos dimos nuestro primer beso, donde nos encontramos con nuestro amor primero, tal vez hoy convertida en un paseo de compras.

    Bella poesia estimado Pedro.
    Abrazos.

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  19. Dulce añoranza de otro tiempo.
    Un precioso y nostálgico poema.
    Un beso.

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  20. Bello poema el que nos traes lleno de nostalgia. A veces las ciudades cambian a peor y se pierde su esencia.
    Abrazos

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  21. Mais um lindo poema amigo Pedro!
    Um pouco nostalgico mas muito verdadeiro.
    Gostei muito!
    Meu Abraço Fraterno.

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  22. fazem pena, de facto, hoje em dia, as cidades!
    os centros, sem alma, abandonam as flores. e as poesia.

    Gostei muito, caro amigo Pedro Luso

    abraço

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  23. Ah, que saudades, sinto a mesma dor! Como era lindo o centro, o coração da cidade. Lembro que ali as pessoas se encontravam nas ruas interditadas para carros, tudo era em torno das pessoas, só para alegria, só para ficarmos olhando o movimento e batendo papo nos barzinhos e curtindo um cafezinho. Agora? Acompanha a decadência do país... Talvez um dia volte a ser aquela cidade alegre, limpa, simpática. Mas vamos aguardar, quem sabe...
    Lindo e leve poema que fala de nossa saudade.
    Beijinho daqui do lado.

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  24. Um poema em estilo meio refletivo, muito bem concebido!

    Abraço

    Olhar d'Ouro - bLoG
    Olhar d'Ouro - fAcEbOOk

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  25. Todo cambia y todo pasa, también nosotros envejecemos como las calles y la ciudad que amamos. Bello y sentimental poema.

    mariarosa

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  26. Una bonita forma de recordar y ver la ciudad querida de cada uno.
    Que tengas un feliz fin de semana.

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  27. Molte città sono veramente degradate ma forse è anche vero che quando eravamo più giovani vedevamo il mondo con occhi diversi.
    Felice weekend, un abbraccio
    enrico

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  28. Nostalgia de otos tiempos, en tu bella ciudad. No hay que olvidar ese tiempo, pero también hay que disfrutar el momento presente, porque este nunca se puede recuperar.

    Te agradezco tu visita y comentario en mi blog.

    Besos

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  29. Infelizmente muitas cidades ficaram descaracterizadas devido à especulação imobiliária.
    Um belo poema meu amigo.
    Um abraço e bom fim-de-semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  30. Olá Pedro é um poema que chora a beleza perdida, isto amigo é o que está acontecendo com todas as cidades-capitais do Brasil, imagino as menores devem estar mais abandonadas ainda , é a desesperança estampada na paisagem e nos nossos corações de brasileiros.
    Abração, Léah

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  31. Cuando las estrofas son tan bellas, la nostalgia no es un error, nos acuna.

    Cordial saludo, Pedro.

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  32. Pedro, meu amigo

    Este teu poema belíssimo, somente consigo expressar o
    sentir com a palavra sublime, um poema sublime, que
    nestes momentos tão doridos, penso na Poesia como a arte
    maior, quando um grande Poeta transfigura uma dor em
    beleza inscrita de arte:
    "Alguém me diga onde estão as floridas ruas,
    as belas ruas de Mário Quintana,
    aonde, em lento andar, tecia poemas."
    Bravo!!
    Um domingo alto astral, caro amigo.
    Um beijo.

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  33. Querido amigo, entendo bem o que queres dizer com este poema belo, mas triste. Pois estive no Brasil há um mês e sinto a mesma trisreza ao ver a minha Guaratinguetá, tão diferente daquela que encontei há 40 anos e que me acolheu com tanto carinho. Sempre que lá vou, fico triste, pois tembpiorado em todos os aspectos. Mas, Pedro, ainda tenho esperança de voltar a ver a minha Guaratingetå linda e arrumada que viu nascer os meus filhos e que gostaria de mostrar aos meus netos. Não podemos perder a esperança, amigo. Gostei muito! Um beijinho e boa noite
    Emilia

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PEDRO LUSO