SOL DO
MEIO-DIA
– PEDRO
LUSO DE CARVALHO
Ao
meio-dia de pleno sol,
estão
agônicas as veias da terra,
todos os
sentimentos estão secos —
para o
homem o mundo é um espelho.
Na terra
seca, ponta de esperança!
Ao homem
sobreviverá a terra,
embora
seja ela folha caída,
folha
quase seca, que ainda respira.
Para a
Natureza ainda há salvação,
mas para
o homem sequer brisa virá,
vulcânica
lava espera pelo homem,
assepsia
sob o sol do meio-dia.
Então
correrão límpidas as águas
dos
rios, em murmúreos e cantares.
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